Sobre

Um pouco de nós

Um outro olhar sobre o semiárido

O projeto Meus Sertões tem por objetivo descobrir e contar histórias relacionadas às 1.133 cidades do semiárido brasileiro. A região, que compreende nove estados, tem cerca de 24 milhões de habitantes e 969.589 km² - aproximadamente três vezes o tamanho da Alemanha.

Apesar de sua diversidade, costuma ser retratada de forma preconceituosa pelos meios de comunicação, com ênfase na seca e tragédia. Nossa proposta é mostrar todos os aspectos da vida sertaneja, debater questões cruciais e promover a cultura da região.

Três critérios definem quais são os municípios que fazem parte do semiárido, o que os leva a receber mais recursos federais, visando o financiamento de atividades produtivas e crédito com juros baixos para os agricultores familiares. São eles: média de chuva anual abaixo dos 800 milímetros, alto índice de aridez e risco de seca maior que 60%, levando-se em conta o período entre 1970 e 1990.

Meus Sertões foi concebido em 14 de março de 2016. Visava se concentrar na região onde Antônio Conselheiro fincou seu arraial. O ponto de partida foi Queimadas (BA), início da terceira e quarta expedições do Exército - a última dizimou os seguidores do beato. É uma longa viagem, que faremos acompanhados de nossos leitores e com a proteção de nossos padroeiros: Nossa Senhora das Graças e São Judas Tadeu.

Leia nossas matérias!

Os nossos Padroeiros

A padroeira de Meus Sertões é a Virgem Maria. Para representá-la escolhemos sua invocação como Nossa Senhora das Graças. Segundo a Igreja Católica, Nossa Senhora apareceu duas vezes para uma noviça e deu orientações para a confecção de uma medalha, que concederia auxílio divino para quem a usasse. Na insígnia há vários símbolos. Dentre eles, os raios que representam as bênçãos derramadas sobre seus filhos. A devoção à medalha milagrosa começou no Brasil em 1849.
Virgem Maria
Meu avô nasceu em 28 de outubro, dia provável do martírio de seu padroeiro. Anos mais tarde, também adotei São Judas Tadeu como protetor. E ele sempre me valeu. Apóstolo e primo de Jesus Cristo, São Judas dedicou sua vida à evangelização até ser morto por pagãos. Em sua imagem, carrega um livro, símbolo de sua pregação, e uma alabarda, uma das armas usadas para sacrificá-lo. É o santo patrono das causas difíceis na Igreja Católica e o responsável por levar o cristianismo a diversos países.
São Judas Tadeu

Equipe

Os rostos por trás do projeto

Paulo Oliveira

Criador

Jornalista, 54 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Criou dois jornais populares: Massa (BA) e Hoje (CE). Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.

Gabriela Costa

Diretora

Carioca e apaixonada pelo Nordeste, 31 anos. Historiadora, mestre em História Política, é autora de dissertação sobre a invasão holandesa a Pernambuco. Exploradora da rede mundial de computadores, adora bater um papo sobre qualquer assunto...e fala muito! Louca por viagens e por desbravar territórios, caminha por horas e adora visitar lugares pouco explorados. Mãe de dois filhotes lindos e com um marido também historiador, sonha em conhecer o mundo com a família.

Helenita de Hollanda

Colaboradora

Nasceu e cresceu numa típica família brasileira. Potiguar, morando na Bahia há vinte anos, é médica de formação e pesquisadora da cultura popular. Nos últimos 10 anos abandonou a sua especialidade em cardiologia e ultrassonografia vascular para atuar como médica da família na Bahia e no Rio Grande do Norte, onde passou a recolher histórias e saberes. Nessa jornada publicou cinco livros.”. No final de 2015 passou temporada no Amazonas recolhendo saberes indígenas.

Angelina Nunes

Colaboradora

Carioca, apaixonada pelo samba, nasceu dentro de um trem da Central do Brasil, quando os pais tentavam chegar ao hospital. Jornalista há mais de três décadas, conquistou prêmios como Esso, Embratel, Vladimir Herzog, SIP, YPIS e Rey de España. Formada pela UFRJ, e é mestre em Comunicação pela Uerj. Professora universitária, integra o conselho da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), da qual foi presidente em 2008–2009, e o projeto Mulheres50mais. A família de seu pai é de Cedro de São João, cidade do semiárido sergipano.

Joabes Casaldáliga

Colaborador

Nascido em Teixeira de Freitas (BA), Joabes R Casaldáliga, aos 10 anos, participava das reuniões das Comunidades Eclesiais de Base. Era levado pela mãe, adepta de religião de matriz africana, que ia aos encontros para discutir os problemas da comunidade em que moravam, em Itamaraju. Cresceu entre o sincretismo, cantos, rezas, benditos, incelenças e a luta pela reforma agrária. Sua vida foi marcada por um encontro com José Comblin, padre que lançou as bases da Teoria da Enxada. É fotógrafo, comunicador popular e coordenador da Pastoral da Juventude Rural.

Natália Silva

Colaboradora

Nordestina de corpo e alma, jornalista, 22 anos. Nasceu numa cidade de menos de 10 mil habitantes, Malhada de Pedras - BA, e tem sede de explorar o mundo. Adora conhecer lugares e personagens, seja através de livros, música, telenovelas, séries, viagens ou qualquer outra forma. Se encantou pelo jornalismo por meio dos grandes eventos esportivos, mas descobriu na fotografia e nas ruas uma nova vontade de contar histórias longe dos limites de um campo e dos quadros de medalhas. Quando criança decidia se gostava de um time ou não pelo o uniforme. É corintiana.

Meus Sertões

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As cores do sertão, de Eduardo Lima

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