Categoria: Reportagens

A história escrita por mulheres

“Em 1932 não pingou nenhuma gota de água (…). Feijão, milho e mandioca não foram plantados. Muitas pessoas faziam promessas, organizavam procissões, marchando descalças, e conduziam as imagens de São José e de Nossa Senhora da Conceição em andores, indo ao local dos tanques semi-vazios (sic). Ali chegando, tiravam as imagens e davam a uma criança, que tocava os pés dos santos no resto da água no fundo do tanque.

(…) A água também passou a ser motivo de brigas. O povo se aglomerava em redor dos poços e cisternas (…). Ao meio-dia, horário de ser aberto o portão pelo encarregado da distribuição da água, já havia uma fila de mais de 50 metros. Nesse momento começava o conflito. Raro era o dia em que a polícia não precisava intervir”.

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A lapinha de Inês

Dona Inês Carneiro de Almeida, 80 anos, este ano levou dois dias para armar a lapinha (abrigo, gruta, presépio) que enfeitará a casa dela no Natal. Foi um trabalho metódico, no qual utilizou pedras, blocos (tijolos), isopor, tocos e jericó, vegetação da caatinga conhecida como planta da ressureição – ela se fecha e aparenta estar seca no verão e se abre com a coloração bem verde com os primeiros pingos de chuva.

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O banquete dos abutres

O tempo está nublado e o calor intenso dá sensação de abafamento. No trecho de 17 quilômetros de estrada de terra que liga o povoado de Jequitibá, em Mundo Novo, à BR-407 (Vitória da Conquista [BA} – Piripiri [PI]) o cenário revela os efeitos da estiagem em um dos 140 municípios da Bahia em estado de emergência, desde setembro, por causa da seca.

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A baraúna

A baraúna é uma árvore resistente da caatinga, que atinge entre seis e 15 metros de altura na fase adulta. Sua madeira é utilizada para fazer mourões, estacas, postes, portais, moendas, prensa de casa de farinha, pilões, lenha e carvão.

Na medicina popular, segundo o Centro Nordestino de Informações sobre Plantas (CNIP), é usada no tratamento da histeria, nervosismo, dor de dente e de ouvido, assim como para combater vermes em animais domésticos.

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O fantástico mundo de Sebastião – Final

O raizeiro Sebastião Jovino da Costa relata histórias fantásticas que jura ter vivido nos 19 anos que atuou como pai de santo. Nelas, passeia por outras dimensões, conhece seres fabulosos e até sofre uma perseguição do diabo, que tenta obrigá-lo a trabalhar com as linhas avessas da umbanda. O tormento imposto pelo tinhoso foi transformado em conto pelo premiado escritor araciense Franklin Carvalho, autor dos livros Céus e Terra (2016), O Encourado (2009) e Câmara e Cadeia (2004).

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O fantástico mundo de Sebastião – Parte I

No box 56, ao lado do mercado da farinha, o paraibano Sebastião Jovino da Costa oferece a cura para diversas doenças, através das ervas e cascas de árvores que comercializa, e histórias fantásticas do tempo em que atuou como pai de santo. Paraibano de Picuí, na divisa com o Rio Grande do Norte, Sebastião Raizeiro oferece aproximadamente 200 tipos de ervas, cascas de árvore óleos e garrafadas, além de muita conversa no cantinho da feira de Araci, no sertão baiano.

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Arte garrincheira

Tudo começou assim: José Lopes Carneiro, o Inho, caminhava pela caatinga quando viu um pedaço de pau que lembrava uma figura humana. Ele pegou e guardou. Com o tempo, passou a prestar mais atenção no que esbarrava pelo caminho quando ia ajuntar vacas no fundo de pasto. Raízes e pedaços de árvores pareciam ratos, camelos, animais diversos.

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A fazenda despedaçada

O site Meus Sertões recebeu 100 fotos e seis vídeos curtos, enviados pelo artesão, músico e responsável por projetos de manifestações culturais do Departamento de Cultura de Jeremoabo Flávio Luiz Silva Passos, 51 anos. Este material mostra o abandono da fazenda Caritá, lugar onde Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo nasceu e passou a infância. Ali também foi instalado um dos primeiros engenhos de açúcar da Bahia.

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