Categoria: Reportagens

Costureiras do sertão na luta contra o coronavírus

Treze costureiras que trabalham no ateliê Forte Severina, iniciativa social de geração de renda do Projeto Canudos, paralisaram a produção de roupas e iniciaram nesta quarta-feira a confecção de máscaras descartáveis para ajudar na prevenção da pandemia de coronavírus. As máscaras serão doadas para moradores e para as secretarias de saúde de Euclides da Cunha e Canudos, duas cidades do sertão baiano.

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A pousada e o claustro – Série: parte 5

O badalar do sino da igreja de Nossa Senhora Divina pastora, chamando os monges para o Ofício das Vigílias, se une a sinfonia de passarinhos, iniciada pelo menos 40 minutos antes, no jardim do Mosteiro de Jequitibá. Despertar dessa maneira é um privilégio para os hóspedes da Pousada São Bernardo e da hospedaria do claustro, que recebem pessoas interessadas em descanso, paz, recolhimento, contemplação e orações. Ótima opção, por exemplo, para quem prefere se manter distante do Carnaval nesta época do ano.

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O monge holístico – Série: parte 4

Quando o Mosteiro de Jequitibá foi fundado pelos cistercienses, em 1939, havia um padre médico que atendia a comunidade e moradores de povoados vizinhos. Atualmente, o serviço de saúde é feito pelo monge terapeuta Antônio Fraga de Lima, 62 anos, especializado em 11 tipos de tratamentos – dentre eles a quiropraxia, iridologia e acupuntura -, além da manipulação de produtos naturais e orientação alimentar.

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Praia em tempo de trovoadas

O agricultor aposentado Rui Oliveira acorda cedo para fazer caminhadas e leva sempre consigo o celular para fazer fotografias do distrito de Barreiros, em Riachão do Jacuípe (BA), onde mora. Desde que adotou a fotografia como hobby, ele produziu cerca de mil fotografias da localidade que ficou conhecida por realizar a festa anual de vaqueiros.

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Os dois museus do mosteiro – Série: parte 3

O Mosteiro de Jequitibá, no povoado do mesmo nome, no município de Mundo Novo (BA), tem dois museus. Mantidos pelos monges cistercienses, o primeiro é o de arte sacra, que também possui objetos da primeira escola fundada pelos religiosos. O segundo conta com um surpreendente acervo formado por fósseis, insetos, couros de cobras imensas, crânios e animais empalhados, a maioria dos exemplares faz parte da fauna da fazenda de 3.300 hectares doada para a construção do monastério. Muitos estão extintos.

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A história escrita por mulheres

“Em 1932 não pingou nenhuma gota de água (…). Feijão, milho e mandioca não foram plantados. Muitas pessoas faziam promessas, organizavam procissões, marchando descalças, e conduziam as imagens de São José e de Nossa Senhora da Conceição em andores, indo ao local dos tanques semi-vazios (sic). Ali chegando, tiravam as imagens e davam a uma criança, que tocava os pés dos santos no resto da água no fundo do tanque.

(…) A água também passou a ser motivo de brigas. O povo se aglomerava em redor dos poços e cisternas (…). Ao meio-dia, horário de ser aberto o portão pelo encarregado da distribuição da água, já havia uma fila de mais de 50 metros. Nesse momento começava o conflito. Raro era o dia em que a polícia não precisava intervir”.

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A lapinha de Inês

Dona Inês Carneiro de Almeida, 80 anos, este ano levou dois dias para armar a lapinha (abrigo, gruta, presépio) que enfeitará a casa dela no Natal. Foi um trabalho metódico, no qual utilizou pedras, blocos (tijolos), isopor, tocos e jericó, vegetação da caatinga conhecida como planta da ressureição – ela se fecha e aparenta estar seca no verão e se abre com a coloração bem verde com os primeiros pingos de chuva.

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O banquete dos abutres

O tempo está nublado e o calor intenso dá sensação de abafamento. No trecho de 17 quilômetros de estrada de terra que liga o povoado de Jequitibá, em Mundo Novo, à BR-407 (Vitória da Conquista [BA} – Piripiri [PI]) o cenário revela os efeitos da estiagem em um dos 140 municípios da Bahia em estado de emergência, desde setembro, por causa da seca.

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