Categoria: Reportagens

Miguel.

Miguel Alves Pereira, 72 anos, estudou pouco e trabalhou muito. Foi vaqueiro e também tocava carros de bois para encher nove vagões de trem da Leste por semana. Ele fala com prazer dos marruás que capturou, de como conquistou o coração da mulher, Maria Rosa Pereira, 68 anos, da criação dos filhos, da seca de 1976 e da vida em Malhada de Pedras, onde nasceu e se criou. Conversar com seu Miguel é viajar no tempo por horas a fio sem cansar. Bem, vamos parar o falatório e deixar ele contar a própria história com a ajuda de Maria.

Maria Rosa Pereira, 68 anos, dona de casa e artesã. Foto: Paulo Oliveira
Maria Rosa Pereira, 68 anos, dona de casa e artesã. Foto: Paulo Oliveira

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Dodora, a santeira

No início dos anos 1980, andando pela trilha que ligava Morro Redondo à Fazenda Canavial, Maria Auxiliadora Carneiro Silva, a Dodora, se perguntava: “Meu Deus, será que eu vou ver o sexo dessa criança?” Naquela época não havia energia elétrica e ela, grávida, se guiava com um pedaço de pau na mão para saber se o caminho estava ali.

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O boicote – Especial Ichu

O boicote organizado pelos grupos responsáveis pela fabricação de máscaras, alegorias e carros alegóricos e por foliões independentes à Lavagem da Igreja de Ichu reduziu o número de participantes nos principais concursos organizados pela prefeitura, mas não impactou na alegria e na beleza da que é uma das melhores e mais seguras festas do interior da Bahia.

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O resgate dos almanaques

A tese “Histórias e Leituras de Almanaques no Brasil”, da doutora em educação Margareth Brandini Park, nos brinda com um personagem fantástico. Seu Vicente, nascido em 1916, em uma cidade do interior, é filho de um colono de fazenda de café e de uma escrava liberta que carregava uma marca de ferro no seio feita a mando da sinhá para não atrair a cobiça de seu proprietário.

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A rainha das xiringas e dos ximangos

Elita da Silva Pereira, 63 anos, chega perfumada, com os cabelos soltos e unhas feitas, na matriz da empresa. Sua roupa tem bordados de flores nas mangas. No pescoço e no pulso, um cordão de ouro e um relógio. Está vestida desse jeito porque vai viajar para Vitória da Conquista, a 150 quilômetros de Condeúba, cidade do semiárido baiano. No entanto, não é assim que fregueses e fornecedores estão acostumados a vê-la.

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O japonês do sertão – Parte 2

O pioneiro

Antônio Aparecido Pereira, o Cido, começou a trabalhar na roça aos 7 anos para ajudar o pai a sustentar a família, que incluía a mãe e sete irmãos. Abandonou os estudos na quinta-série por não conseguir mais conciliar lápis e caderno com a enxada. Concluiu que “a roça não dava a camisa a ninguém” quando chegou à maioridade. Juntou a revolta por não conseguir realizar o simples sonho de comprar uma bicicleta com a vontade de conhecer uma grande cidade e aceitou o convite do primo para trabalhar como ajudante de pedreiro em São Paulo.

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