Categoria: Reportagens

A fazenda despedaçada

O site Meus Sertões recebeu 100 fotos e seis vídeos curtos, enviados pelo artesão, músico e responsável por projetos de manifestações culturais do Departamento de Cultura de Jeremoabo Flávio Luiz Silva Passos, 51 anos. Este material mostra o abandono da fazenda Caritá, lugar onde Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo nasceu e passou a infância. Ali também foi instalado um dos primeiros engenhos de açúcar da Bahia.

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Cemitério dos Anjos

O poeta gaúcho Mário Quintana escreveu que em um portão de cemitério se encontram uma estrela, quando se nasce, e uma cruz, ao morrer. Prosseguiu, ressaltando que muitos que se encontram lá hão de emendar que seria mais correto por uma cruz no princípio e a luz da estrela no fim. No Cemitério dos Anjos, construção mais antiga de Araci, município do sertão baiano, a maioria dos que repousam nas covas, muitas delas pequenos murundus marcados com pedaços de galhos, não tiveram tempo de carregar o madeiro nem ver o brilho dos astros.

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Homens que falavam com os mortos

Em cerca de cinco horas de conversa durante três dias da Semana Santa deste ano, em Santa Brígida, no sertão baiano, o agricultor José Rodrigues dos Santos, 97 anos, homem de confiança do beato Pedro Batista, contou 18 histórias que ouviu desde criança de seus pais, seus avós e de seu líder espiritual. A maioria tem como personagem direto ou indireto o padre Cícero Romão Duarte, o Padrinho Ciço, no qual deposita muita fé.

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Romeiro escapa de onça por milagre

O agricultor José Rodrigues dos Santos, em atividade aos 97 anos, é um personagem grandioso. Nascido no povoado de Cajueiro, viu o local se transformar em distrito de São José da Tapera, pertencente ao município de Pão de Açúcar, Alagoas, e depois se emancipar. Foi lá que conheceu o beato Pedro Batista, que seguiu até Santa Brígida, na Bahia, e de quem se tornou homem de confiança e cuidador.

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Pescadores em barragem

Pescadores do rio São Francisco, que agoniza lentamente, conseguem sobreviver de seu trabalho em raros redutos. Um deles é no lago da barragem da Usina Hidrelétrica de Itaparica (hoje chamada de Luiz Gonzaga), no rio São Francisco, entre os estados de Pernambuco e Bahia. Lá, conseguem pescar tilápias, curimatãs, caris e piranhas, que são vendidos as feiras das cidades de Floresta e Belém de São Francisco, no lado pernambucano.

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Frei Damião: o homem

O padre italiano Pier Antonio Miglio, 65 anos, 40 deles dedicados aos sertanejos e ao sertão, conheceu bem seu conterrâneo Frei Damião. Nas dioceses de Paulo Afonso (BA) e Floresta (PE), ele teve a oportunidade de se encontrar várias vezes com o capuchinho, tendo inclusive recebido ele como hóspede em casa. Antonio desmistifica a imagem normalmente atribuída ao homem que está para ser santificado pelo papa Francisco:

“Eu tive a sorte de conhecer Frei Damião. Ele era realmente uma pessoa única no mundo dele, era uma graça. Nada a ver com o que diziam:  que ele não comia, que ele não pisava no chão, que ele fazia penitência. Na minha casa ele tomava refrigerante com todo gosto e botava os biscoitos champanhe no refrigerante ” – conta.

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Velhos vaqueiros, bois e mandingas

Essa é a história do vaqueiro Getúlio Rodrigues de Souza, o Tucha, 75 anos. Mas nesse contar vai aparecer muitas vezes seu parceiro de montaria e profissão Miguel Alves Pereira, 71 anos, cuja história já foi publicada em Meus Sertões. Essa uma hora de prosear foi preenchida com aventuras, mistérios e uma visita ao local onde Tucha ainda guarda o terno de couro, os lendários facões da marca Corneta e outros instrumentos do tempo em que para ver um carro demorava dias.

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