Categoria: Reportagens

O boicote – Especial Ichu

O boicote organizado pelos grupos responsáveis pela fabricação de máscaras, alegorias e carros alegóricos e por foliões independentes à Lavagem da Igreja de Ichu reduziu o número de participantes nos principais concursos organizados pela prefeitura, mas não impactou na alegria e na beleza da que é uma das melhores e mais seguras festas do interior da Bahia.

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O resgate dos almanaques


A tese “Histórias e Leituras de Almanaques no Brasil”, da doutora em educação Margareth Brandini Park, nos brinda com um personagem fantástico. Seu Vicente, nascido em 1916, em uma cidade do interior, é filho de um colono de fazenda de café e de uma escrava liberta que carregava uma marca de ferro no seio feita a mando da sinhá para não atrair a cobiça de seu proprietário.

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A rainha das xiringas e dos ximangos

Elita da Silva Pereira, 63 anos, chega perfumada, com os cabelos soltos e unhas feitas, na matriz da empresa. Sua roupa tem bordados de flores nas mangas. No pescoço e no pulso, um cordão de ouro e um relógio. Está vestida desse jeito porque vai viajar para Vitória da Conquista, a 150 quilômetros de Condeúba, cidade do semiárido baiano. No entanto, não é assim que fregueses e fornecedores estão acostumados a vê-la.

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O japonês do sertão – Parte 2

O pioneiro

Antônio Aparecido Pereira, o Cido, começou a trabalhar na roça aos 7 anos para ajudar o pai a sustentar a família, que incluía a mãe e sete irmãos. Abandonou os estudos na quinta-série por não conseguir mais conciliar lápis e caderno com a enxada. Concluiu que “a roça não dava a camisa a ninguém” quando chegou à maioridade. Juntou a revolta por não conseguir realizar o simples sonho de comprar uma bicicleta com a vontade de conhecer uma grande cidade e aceitou o convite do primo para trabalhar como ajudante de pedreiro em São Paulo.

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O japonês do sertão – Parte 1

Um restaurante japonês que só abre três dias da semana em uma pequena cidade do sertão e tem no cardápio um único peixe, cujo habitat fica a 4.480 quilômetros de distância, parece estar fadado ao fracasso. No entanto, esse estabelecimento com capacidade para 40 clientes, está fincado no município que exportou nos últimos 30 anos mais de três mil sertanejos, transformados em empresários ou sushimen de centenas de estabelecimentos do ramo em diversos estados do país, principalmente São Paulo.

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As ceramistas de Malhada de Areia

Malhada de Areia está localizada a 6 km da cidade de Cordeiros e a 23 km de Condeúba, na região centro-sul da Bahia. O povoado pertence à cidade mais distante e tem como particularidade o fato de que um terço das famílias cadastradas na associação local possui fornos de vários formatos em seus quintais. Há mais de um século, boa parte dos moradores, principalmente as mulheres, sobrevive graças à produção de cerâmica.

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Marca histórica adulterada em Condeúba

As marcas da passagem da Coluna Prestes por Condeúba, cidade com cerca de 18 mil habitantes, encravada na região centro-sul da Bahia, estão na antiga Casa da Câmara e Cadeia de Condeúba. No imponente prédio do Paço Municipal, cuja construção levou 28 anos (1853-1881), funcionaram também o fórum e a câmara de vereadores. Hoje, ele abriga a diretoria de escolas da zona rural e o gabinete do prefeito.

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