Categoria: Reportagens

ABC do sertão

A quadrilha junina Forró do ABC, a mais antiga em atividade na capital baiana, se inspirou na obra de Graciliano Ramos para disputar os títulos dos campeonatos estadual, regional e nacional deste ano. O primeiro lugar no festival Galinho 2019, realizado pela TV Aratu, no início do mês, aumentou a confiança dos 150 integrantes no enredo “Ser Tão Bom”, livre adaptação do romance “Vidas Secas”.

…Ler mais.

Mestre Assis Calixto

É de coco que não é fruta – é samba – e de pedaço de pau, mulungu, pano, cascas, raízes, e disco de vinil virado em bicho e bonecos que vive Francisco de Assis Calixto Montenegro, o Mestre Assis Calixto, 74 anos. Aliás a música e o artesanato dão sustentação ao Coco Raízes da cidade de Arcoverde, a pouco mais de 250 quilômetros de distância de Recife, capital pernambucana.

…Ler mais.

Retrato escravo

A exposição “Retrato Escravo” de dois dos mais renomados fotógrafos brasileiros na área dos direitos humanos, João Roberto Ripper e Sérgio Carvalho, será inaugurada no dia 30 de maio, às 14 horas no Memorial do Trabalhador, na Avenida Sete de Setembro 2563, no Corredor da Vitória, em Salvador. Realizada pela Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), com apoio de outras entidades ligadas ao combate do trabalho escravo no Nordeste e no Brasil, a mostra de 31 fotos não tem data definida para o encerramento.

…Ler mais.

Dona Preta

O ex-caminhonheiro Antônio Carneiro de Oliveira, o Antônio de Roque, 76 anos, tem muitas histórias para contar. Uma delas é sobre uma paixão antiga: uma bicicleta Opel alemã.

Esta é a segunda matéria envolvendo este morador de Ichu, cidade a 178 km de Salvador, publicada por Meus Sertões. A primeira foi a do apagão no circo durante a apresentação do cantor e compositor Luiz Gonzaga. Em breve, encerraremos a trilogia.

…Ler mais.

Dona Elza e o queijo de fogo

O queijo de fogo é um tipo de requeijão suave, feito artesanalmente com leite, manteiga de garrafa e pouco sal. Sua fabricação é trabalhosa. Da coleta do leite até sair pronto da forma são necessárias 34 horas, sendo que duas delas são passadas diante de um forno de pedras e lenha, mexendo a colher de pau sem parar. O processo faz com que poucos se aventurem a fazê-lo.

…Ler mais.

Fora de rota

Sábado, 27 de abril de 2019, rodoviária de Arcoverde, no sertão pernambucano. Às 19 horas, encosta o ônibus da Viação Progresso, número de série 6141, placa NYX-1179. O motorista desce agitado do veículo. Só há dois passageiros para o embarque. Eu e o fotógrafo Severino Silva. Nosso destino é Paulo Afonso (BA). A passagem custa R$ 49,90, incluindo os R$ 6,30 da taxa de embarque.

…Ler mais.

Guaraná abençoado

Depois do guaraná Jesus, refrigerante de coloração rosa, com toque de cravo e canela, inventado por um farmacêutico maranhense, em 1927, surge uma nova tubaína sagrada. É o guaraná Madrinha Dodô, fabricado em um depósito, em Santa Brígida, no sertão baiano, pelo ex-funcionário da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Ivanildo Gomes de Melo, 80 anos.

…Ler mais.

Miguel.

Miguel Alves Pereira, 72 anos, estudou pouco e trabalhou muito. Foi vaqueiro e também tocava carros de bois para encher nove vagões de trem da Leste por semana. Ele fala com prazer dos marruás que capturou, de como conquistou o coração da mulher, Maria Rosa Pereira, 68 anos, da criação dos filhos, da seca de 1976 e da vida em Malhada de Pedras, onde nasceu e se criou. Conversar com seu Miguel é viajar no tempo por horas a fio sem cansar. Bem, vamos parar o falatório e deixar ele contar a própria história com a ajuda de Maria.

Maria Rosa Pereira, 68 anos, dona de casa e artesã. Foto: Paulo Oliveira
Maria Rosa Pereira, 68 anos, dona de casa e artesã. Foto: Paulo Oliveira

…Ler mais.

Dodora, a santeira

No início dos anos 1980, andando pela trilha que ligava Morro Redondo à Fazenda Canavial, Maria Auxiliadora Carneiro Silva, a Dodora, se perguntava: “Meu Deus, será que eu vou ver o sexo dessa criança?” Naquela época não havia energia elétrica e ela, grávida, se guiava com um pedaço de pau na mão para saber se o caminho estava ali.

…Ler mais.