Categoria: Meus Sertões

A Capina do Monte de Serra Preta

Os relatos dos moradores de Serra Preta, no sertão baiano, dão conta de que seus ancestrais que viveram mais de 100 anos já participavam da Capina do Monte, festa tradicional, mistura de fé, devoção, alegria, música, dança e comilança. No entanto, ninguém sabe explicar quando e porque a população começou a subir o Monte da Santa Cruz, capinando e cantando por mais de cinco horas. Com a conclusão do trabalho são feitas orações. Em seguida, os participantes descem o morro batendo pedras nas enxadas e entoando cantigas até se encontrarem com a zabumba (fanfarra) e dar início a um carnaval fora de época.

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O banquete dos abutres

O tempo está nublado e o calor intenso dá sensação de abafamento. No trecho de 17 quilômetros de estrada de terra que liga o povoado de Jequitibá, em Mundo Novo, à BR-407 (Vitória da Conquista [BA} – Piripiri [PI]) o cenário revela os efeitos da estiagem em um dos 140 municípios da Bahia em estado de emergência, desde setembro, por causa da seca.

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A baraúna

A baraúna é uma árvore resistente da caatinga, que atinge entre seis e 15 metros de altura na fase adulta. Sua madeira é utilizada para fazer mourões, estacas, postes, portais, moendas, prensa de casa de farinha, pilões, lenha e carvão.

Na medicina popular, segundo o Centro Nordestino de Informações sobre Plantas (CNIP), é usada no tratamento da histeria, nervosismo, dor de dente e de ouvido, assim como para combater vermes em animais domésticos.

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O fantástico mundo de Sebastião – Final

O raizeiro Sebastião Jovino da Costa relata histórias fantásticas que jura ter vivido nos 19 anos que atuou como pai de santo. Nelas, passeia por outras dimensões, conhece seres fabulosos e até sofre uma perseguição do diabo, que tenta obrigá-lo a trabalhar com as linhas avessas da umbanda. O tormento imposto pelo tinhoso foi transformado em conto pelo premiado escritor araciense Franklin Carvalho, autor dos livros Céus e Terra (2016), O Encourado (2009) e Câmara e Cadeia (2004).

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O fantástico mundo de Sebastião – Parte I

No box 56, ao lado do mercado da farinha, o paraibano Sebastião Jovino da Costa oferece a cura para diversas doenças, através das ervas e cascas de árvores que comercializa, e histórias fantásticas do tempo em que atuou como pai de santo. Paraibano de Picuí, na divisa com o Rio Grande do Norte, Sebastião Raizeiro oferece aproximadamente 200 tipos de ervas, cascas de árvore óleos e garrafadas, além de muita conversa no cantinho da feira de Araci, no sertão baiano.

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Arte garrincheira

Tudo começou assim: José Lopes Carneiro, o Inho, caminhava pela caatinga quando viu um pedaço de pau que lembrava uma figura humana. Ele pegou e guardou. Com o tempo, passou a prestar mais atenção no que esbarrava pelo caminho quando ia ajuntar vacas no fundo de pasto. Raízes e pedaços de árvores pareciam ratos, camelos, animais diversos.

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Curta sertanejo

Após a morte prematura, Fernandi de Seu Neto ficou preso na Terra para pagar uma dívida: a promessa de rezar uma ladainha para o Senhor do Bonfim caso conseguisse um jogo de camisas para o time de futebol em ele que jogava. Desesperado para cumprir o prometido, o rapaz passa a assombrar a família da amiga Nita Esta é a sinopse do filme “A História Trancosa de Fernandi”, primeira produção do Clube Audivisual de Ichu (Cavi), cidade do sertão baiano, que disputa a categoria adulta do 8º Festival de Curta da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) com 52 outros filmes de 10 estados (BA, GO, MG, PA, PB, RJ, RS, SC, SP e TO).

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Os espantadores

Uma função chama a atenção na Cooperativa dos Produtores do Vale de Itacuruba (Coopvale), no sertão pernambucano. Afinal, o que faz uma espécie de espantalho humano dentre os criadores de tilápias da cidade que foi reconstruída há cerca de 30 anos, após a Itacuruba original ter sido submersa pelas águas da barragem de Itaparica?

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