Autor: Paulo Oliveira

Reza e palmeado

Janeiro é dia da festa de São Jorge, no povoado quilombola de Campo Grande, em Santa Teresinha, cidade sertaneja localizada na região centro norte baiana. Ao contrário do restante do Brasil, em que o Santo Guerreiro é saudado no dia 23 de abril, os festejos viraram tradição na localidade por causa de Maria Conceição Guedes, 79 anos, e do marido dela, Eugênio Almeida Galvão, 80.

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O japonês do sertão – Parte 2

O pioneiro

Antônio Aparecido Pereira, o Cido, começou a trabalhar na roça aos 7 anos para ajudar o pai a sustentar a família, que incluía a mãe e sete irmãos. Abandonou os estudos na quinta-série por não conseguir mais conciliar lápis e caderno com a enxada. Concluiu que “a roça não dava a camisa a ninguém” quando chegou à maioridade. Juntou a revolta por não conseguir realizar o simples sonho de comprar uma bicicleta com a vontade de conhecer uma grande cidade e aceitou o convite do primo para trabalhar como ajudante de pedreiro em São Paulo.

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O japonês do sertão – Parte 1

Um restaurante japonês que só abre três dias da semana em uma pequena cidade do sertão e tem no cardápio um único peixe, cujo habitat fica a 4.480 quilômetros de distância, parece estar fadado ao fracasso. No entanto, esse estabelecimento com capacidade para 40 clientes, está fincado no município que exportou nos últimos 30 anos mais de três mil sertanejos, transformados em empresários ou sushimen de centenas de estabelecimentos do ramo em diversos estados do país, principalmente São Paulo.

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O presépio de Gilberto

O mês de novembro é o mais agitado do ano para o santeiro Gilberto Vieira Alves, 46 anos, morador de Itambé, cidade do centro-sul baiano. Além de atender suas encomendas, ele começa a montar dentro de casa um presépio que se tornou tradicional e atrai centenas de visitantes. A exposição gratuita começa no dia 1º de dezembro e termina no dia 8 de janeiro.

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As ceramistas de Malhada de Areia

Malhada de Areia está localizada a 6 km da cidade de Cordeiros e a 23 km de Condeúba, na região centro-sul da Bahia. O povoado pertence à cidade mais distante e tem como particularidade o fato de que um terço das famílias cadastradas na associação local possui fornos de vários formatos em seus quintais. Há mais de um século, boa parte dos moradores, principalmente as mulheres, sobrevive graças à produção de cerâmica.

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Marca histórica adulterada em Condeúba

As marcas da passagem da Coluna Prestes por Condeúba, cidade com cerca de 18 mil habitantes, encravada na região centro-sul da Bahia, estão na antiga Casa da Câmara e Cadeia de Condeúba. No imponente prédio do Paço Municipal, cuja construção levou 28 anos (1853-1881), funcionaram também o fórum e a câmara de vereadores. Hoje, ele abriga a diretoria de escolas da zona rural e o gabinete do prefeito.

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