Jornalista, 54 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.

Pedra Branca, o vinho do sertão

Os pais de Dalva tiveram muitos filhos. Dez para ser preciso. Os tios dela não tiveram nenhum. Por isso, quando completou seis anos a menina foi visitar seu Juventino Andrade Souza e dona Urânia Luzia. Saiu de Jaguaquara (BA) e percorreu os cerca de 170 km que separam a cidade onde nasceu do povoado de Pedra Branca, que no século XVIII foi aldeamento de índios kiriris (ou cariris) e deu origem ao município de Santa Teresinha (BA). …Visualizar o restante

A ingratidão com Itatim

Itatim é uma cidade localizada no centro-norte baiano, na microrregião de Feira de Santana. Dentre suas principais atividades econômicas estão a extração de pedras – o município é cercado por morros – e o comércio. A população estimada pelo IBGE é de 14.957 pessoas, este ano. Suas formações rochosas atraem praticantes de esportes radicais como escalada, rapel, mountain bike e motocross.

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Naná do Argoim e Dina do Araguaia

A mais temida guerrilheira do Araguaia, Dinalva Conceição Oliveira Teixeira, a Dina, era exímia atiradora, tinha excelente preparo físico e foi a única mulher a ocupar cargo de vice comandante de destacamento na guerrilha. Os soldados a temiam. Anos depois de seu desaparecimento e de haver relatos de que foi assassinada por um sargento, seu nome ainda era utilizado nos quartéis como  sinônimo de “miseravona”.  …Visualizar o restante

A cidade e as serras

O artista plástico Almaques Gonçalves dos Santos, 37 anos, prefere se apresentar como um descolado e maldito. No entanto, contraditoriamente pragmático, diz que sua pegada atual é comercial: “Faço o que os clientes querem”. Nesta entrevista ao site Meus Sertões, as respostas desse pintor jacobinense autodidata são como pinceladas dadas para encobrir o lado romântico e idealista de quem faz de sua cidade, a 330 quilômetros de Salvador, sua musa. Almaques, nome que seria de origem aramaica e teria como significado “terra prometida”, é o expositor deste mês na seção Galeria, na primeira página do site Meus Sertões.

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A rua do Fogo

Mundinha chegou em Riachão do Jacuípe, em fevereiro de 1980. Tinha 14 anos, quando resolveu tentar a vida longe do Ceará, onde nasceu. Sem saber o que faria, parou para beber cerveja no bar de Eulina, um dos oito principais cabarés que existiam na rua do Fogo, nome dado pelo povo desde que a rua Barão do Rio Branco passou a concentrar locais de prostituição (mulheres fogosas) nas primeiras décadas do século passado. …Visualizar o restante