Autor: Paulo Oliveira

O banquete dos abutres

O tempo está nublado e o calor intenso dá sensação de abafamento. No trecho de 17 quilômetros de estrada de terra que liga o povoado de Jequitibá, em Mundo Novo, à BR-407 (Vitória da Conquista [BA} – Piripiri [PI]) o cenário revela os efeitos da estiagem em um dos 140 municípios da Bahia em estado de emergência, desde setembro, por causa da seca.

…Ler mais.

A baraúna

A baraúna é uma árvore resistente da caatinga, que atinge entre seis e 15 metros de altura na fase adulta. Sua madeira é utilizada para fazer mourões, estacas, postes, portais, moendas, prensa de casa de farinha, pilões, lenha e carvão.

Na medicina popular, segundo o Centro Nordestino de Informações sobre Plantas (CNIP), é usada no tratamento da histeria, nervosismo, dor de dente e de ouvido, assim como para combater vermes em animais domésticos.

…Ler mais.

O fantástico mundo de Sebastião – Final

O raizeiro Sebastião Jovino da Costa relata histórias fantásticas que jura ter vivido nos 19 anos que atuou como pai de santo. Nelas, passeia por outras dimensões, conhece seres fabulosos e até sofre uma perseguição do diabo, que tenta obrigá-lo a trabalhar com as linhas avessas da umbanda. O tormento imposto pelo tinhoso foi transformado em conto pelo premiado escritor araciense Franklin Carvalho, autor dos livros Céus e Terra (2016), O Encourado (2009) e Câmara e Cadeia (2004).

…Ler mais.

O fantástico mundo de Sebastião – Parte I

No box 56, ao lado do mercado da farinha, o paraibano Sebastião Jovino da Costa oferece a cura para diversas doenças, através das ervas e cascas de árvores que comercializa, e histórias fantásticas do tempo em que atuou como pai de santo. Paraibano de Picuí, na divisa com o Rio Grande do Norte, Sebastião Raizeiro oferece aproximadamente 200 tipos de ervas, cascas de árvore óleos e garrafadas, além de muita conversa no cantinho da feira de Araci, no sertão baiano.

…Ler mais.

Arte garrincheira

Tudo começou assim: José Lopes Carneiro, o Inho, caminhava pela caatinga quando viu um pedaço de pau que lembrava uma figura humana. Ele pegou e guardou. Com o tempo, passou a prestar mais atenção no que esbarrava pelo caminho quando ia ajuntar vacas no fundo de pasto. Raízes e pedaços de árvores pareciam ratos, camelos, animais diversos.

…Ler mais.

Os espantadores

Uma função chama a atenção na Cooperativa dos Produtores do Vale de Itacuruba (Coopvale), no sertão pernambucano. Afinal, o que faz uma espécie de espantalho humano dentre os criadores de tilápias da cidade que foi reconstruída há cerca de 30 anos, após a Itacuruba original ter sido submersa pelas águas da barragem de Itaparica?

…Ler mais.

A fazenda despedaçada

O site Meus Sertões recebeu 100 fotos e seis vídeos curtos, enviados pelo artesão, músico e responsável por projetos de manifestações culturais do Departamento de Cultura de Jeremoabo Flávio Luiz Silva Passos, 51 anos. Este material mostra o abandono da fazenda Caritá, lugar onde Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo nasceu e passou a infância. Ali também foi instalado um dos primeiros engenhos de açúcar da Bahia.

…Ler mais.

Seu Zé – Capítulos I, II e III

Mal a lua crescente, propícia para plantar milho, arroz, feijão e tomate, deixou o céu, o beato Pedro Batista da Silva chamou o agricultor José Rodrigues dos Santos e pediu para tirá-lo da cama e sentá-lo em uma rede. Nos últimos quatro anos, Seu Zé, homem de confiança do “Padrinho Pedro”, cuidava do homem santo responsável pelo desenvolvimento de Santa Brígida, cidade do sertão baiano.

…Ler mais.

Cemitério dos Anjos

O poeta gaúcho Mário Quintana escreveu que em um portão de cemitério se encontram uma estrela, quando se nasce, e uma cruz, ao morrer. Prosseguiu, ressaltando que muitos que se encontram lá hão de emendar que seria mais correto por uma cruz no princípio e a luz da estrela no fim. No Cemitério dos Anjos, construção mais antiga de Araci, município do sertão baiano, a maioria dos que repousam nas covas, muitas delas pequenos murundus marcados com pedaços de galhos, não tiveram tempo de carregar o madeiro nem ver o brilho dos astros.

…Ler mais.