Tag: Sergipe

Lampião ostentação

Lampião na passarela

Florisvaldo Mattos

Os cangaceiros, cuja história de façanhas e crueldades inspirou conceituações diversas – símbolos do mal, como criminosos frios e sanguinários, para as autoridades e classe média, principalmente do litoral; heróis, homens bravos e destemidos a serviço da defesa da honra, para os camponeses, principalmente o sertanejo habitante dos descampados -, dormem na memória e no esquecimento, mas às vezes despertam por repentinos sacolejos da estética e da comunicação. …Ler mais.

Arma secreta

O CARISMA DE LAMPIÃO

Florisvaldo Mattos [1]

INTRODUÇÃO 

O estudo do banditismo social do Nordeste, de uma perspectiva histórica antropológica foi enormemente prejudicado por uma série de juízos preconcebidos que se formaram em torno do tema, inspirados geralmente na ação predatória praticada por bandoleiros, que os tornava antes de tudo uma ameaça para a sociedade. …Ler mais.

Nordeste: ausências e permanências

Nordeste: ausências e permanências

O primeiro contato de Meus Sertões com o professor e fotógrafo Marcelo Eduardo Leite foi durante uma pesquisa para encontrar fotos que pudessem ilustrar um artigo sobre beatismo da professora Enaura Quixabeira, no site. Marcelo foi gentil e cedeu duas de suas muitas fotos sobre Juazeiro do Norte. Não precisou de muito esforço para perceber que seu olhar sobre as questões relacionadas com o Nordeste  era diferenciado.

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O enigma da tatuagem

É hora da merenda na escola municipal da comunidade quilombola da Baixa do Quelé, em Jeremoabo, quando João Farias Filho passa com uma garrafa plástica com um líquido escurecido numa das mãos e um saco na outra. No braço, ele traz uma tatuagem enigmática: “SIAMUSA”. João causa um alvoroço entre a criançada que merenda debaixo do cajueiro, na área central da localidade. Um dos meninos pergunta o que ele carrega na garrafa. A resposta está na ponta da língua: “dipirona”, substância farmacológica usada para dor e febre. A criançada ri porque a fama de alcoólatra precede João. Não sabe que junto à bebida está misturada casca de pindaíba, indicada para dores no estômago e nos rins, dentre outras propriedades medicinais. A resposta, a princípio irônica, faz algum sentido.

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