Tag: Bahia

Aventuras de um colecionador
de moedas sociais

O comerciante Paulo José Farias de Barros, 50 anos, percorreu de motocicleta os 728 quilômetros que separam Salvador (BA) de Juazeiro do Norte (CE) para conhecer o Banco Comunitário Timbaúbas e comprar cédulas de Timba, nome dado a uma das muitas moedas sociais criadas para fortalecer economicamente territórios vulneráveis de todo o país. Ao chegar, viu que o estabelecimento estava desativado.

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Dicionário de afetos

Capa do Dicionário de afetos e parcerias de Ana Barroso versão BárbaraFicha técnica:

Autor: Paulo Oliveira
Pesquisa: Paulo Oliveira
Fotos: Divulgação e outros
Edição: Paulo Oliveira
Total de páginas: 16

 

 

 

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Resumo: A cantora e atriz Ana Barroso, em entrevista ao site Meus Sertões, revelou quais foram os artistas que influenciaram sua carreira na música e nos palcos. Além disso, fez um apanhado de artistas com quem fez parcerias e gravou o primeiro álbum. O dicionário mostra como a cena artística de Vitória da Conquista, terra natal de Ana, é repleta de talentos. Revela ainda músicos baianos, de outros estados e até do exterior com quem trabalha recentemente. O cenário teatral também é descortinado. Os verbetes incluem os afetos que Ana distribui para pessoas próximas.

DOAÇÕES

O livro é gratuito. No entanto, quem quiser ajudar na manutenção e na sustentabilidade do projeto pode depositar qualquer valor na seguinte conta bancária:

Banco Bradesco
Agência: 026
Conta: 232179-3
Titular: Paulo Oliveira
CPF: 772.528.377-34

Lançamento de almanaque junino em Senhor do Bonfim é adiado

Anunciado em 28 de abril deste ano, o almanaque sobre o São João, em Senhor do Bonfim, não será publicado este ano durante as festas do santo junino, como era intenção de Alex Barbosa, criador do projeto “Minha Cidade Senhor do Bonfim”. Isso porque o parceiro comercial que havia se interessado na publicação, que teria 80 páginas e dois mil exemplares, desistiu do investimento.

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Festejos de Santo Antônio na segunda Canudos

O chefe político de Canudos, Isaías Canário, foi o anfitrião da visita de Getúlio Vargas ao antigo distrito de Euclides da Cunha, em outubro de 1940. O então presidente almoçou na casa de Canário e concedeu para ele uma patente militar em retribuição à forma como foi recebido. Esse episódio fez surgir a versão de que Getúlio, sensibilizado com as histórias narradas sobre a guerra que dizimou os seguidores de Antônio Conselheiro, perguntou a Isaías qual benfeitoria os moradores da região mais precisavam. A resposta teria sido “um açude”.

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A trezena de Santo Antônio em Canudos: filas, pix e história

“Foi o Bom Jesus (nutro a mais íntima satisfação de declarar-vos) que tocou e moveu os corações dos fiéis para me prestarem as suas esmolas e os seus braços a fim de levar a efeito a obra de seu servo. […] Impossível seria, eu fazer a Igreja de Santo Antônio se o Bom Jesus deixasse de prestar-me o seu poderoso auxílio.”

Livro de sermões de Antônio Conselheiro, volume “Tempestades
que se Levantam no Coração de Maria por ocasião do Mistério da Anunciação”

 

O mestre José Calasans, um dos mais importantes intérpretes da saga de Antônio Conselheiro, nos ensina que o beato passou pelo povoado de Canudos outras vezes antes de se fixar em 1893. Em uma de suas andanças anteriores ele se comprometeu com o comerciante e negociante de couro Antônio da Mota a erguer uma casa de orações bem maior do que a capela existente no local, cujo padroeiro desde sempre foi Santo Antônio.

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Corpus Christi em tempo de pandemia

Os tapetes de Corpus Christi (“Corpo de Cristo” em português) são uma tradição trazida de Portugal para o Brasil no século XVIII. No passado era comum a utilização de serragem e sal para representar cenas bíblicas e objetos de devoção no trajeto por onde passava a procissão da Eucaristia. Atualmente, são empregados diferentes materiais como borra de café, flores, areia, dentre outros.

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Estado faz proposta para ativar fábrica quilombola

Oito dias, seis horas e 21 minutos depois que Meus Sertões denunciou que a fábrica de mel quilombola da Baixa dos Quelés, em Jeremoabo, estava parada e corria o risco de ser desativada por erro de origem e pela burocracia do governo baiano, a Secretaria de Desenvolvimento Rural fez proposta para reativá-la.

Esse foi o mesmo tempo gasto pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) para responder quatro das nove perguntas enviadas por Meus Sertões sobre a esdrúxula situação da unidade de beneficiamento.

A fábrica corria o risco de ser desativada porque o governo estadual não aceitou o documento – um recibo manuscrito – como prova de que o terreno onde foi construída a pequena indústria, conhecida como Casa do Mel, pertence à associação comunitária. A não aceitação impede a liberação de verba para a compra de um novo transformador – o antigo está queimado há cerca de quatro anos – e uma centrífuga, essenciais para a produção.

O terreno onde a fábrica foi construída pertencia a João Cardoso dos Santos, o João Quelé. Um ano após negociar a área, o ex-proprietário morreu e seus filhos se mudaram da comunidade. O recibo manuscrito foi aceito em 2011, durante o mandato do governador Jaques Wagner (PT), para a liberação da verba de construção da Casa do Mel. Atualmente, o governo é ocupado pelo também petista Rui Costa, ex-secretário da Casa Civil de Wagner.

Ao mesmo tempo em que a CAR, empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), disse estar se esforçando para encontrar uma solução para o problema criado pelo próprio governo, uma funcionária da SDR entrou em contato com a direção da associação e apresentou proposta com solução parcial para o caso.

Segundo diretores da associação, Marivanda Elói, coordenadora de Apicultura e Meliponicultura da Superintendência de Agricultura Familia da SDR, disse que a verba para a compra de equipamentos para reativar a Casa do Mel será liberada. No entanto, os valores previstos para reforma do telhado, obra proposta pelos técnicos da CAR, e para a ampliação da unidade permanecerão retidos até a questão do documento ser resolvida definitivamente.

Na reportagem de Meus Sertões, publicada no dia 22 de abril, fica claro da importância da ativação da unidade de beneficiamento para a comunidade, cuja principal atividade econômica é a apicultura. Os 46 abelheiros da Baixa dos Quelés e das comunidades próximas produziram 9,5 toneladas de mel, em 2019. Isso contribuiu para que Jeremoabo se firmasse como o segundo maior produtor do estado.

Veja abaixo as respostas da coordenadoria de comunicação da CAR.

  1. Qual a real situação da unidade de beneficiamento de mel e por que a verba não foi liberada?

O apoio financeiro destinado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) para a Associação de Agricultores Familiares Remanescentes de Quilombos das Comunidades de Baixa da Lagoa, Olhos D´Água e Queles, do município de Jeremoabo, encontra-se, momentaneamente, bloqueado em função de pendências por parte da organização beneficiária, que deve apresentar documentação comprobatória de titularidade da área de implantação a Unidade Agroindustrial de Beneficiamento de Mel. Quando se trata de investimentos com recursos públicos é obrigatório a apresentação de tal documento para garantir a liberação dos recursos.

Diante desse fato, equipe técnica da CAR, junto com a Associação, está debruçadas para encontrar alternativa legal, que permita a viabilidade do atendimento, tendo em vista a relevância da atividade apícola na região.

Dados do IBGE (2019), apontam que o Território Semiárido Nordeste II configura em segundo lugar no ranking estadual, com uma produção de 884.620 toneladas de mel, sendo o município de Jeremoabo, o 8º lugar no ranking nacional, com produção de 474.400 toneladas de mel.

Para fortalecer o sistema produtivo da apicultura no Território de Identidade Semiárido Nordeste II, onde o município está inserido, o Governo do Estado vem fomentando a atividade, com ações que incluem a distribuição de kits de produção apícola, implantação de Unidades de Beneficiamento e Processamento dos Produtos das Abelhas e a oferta de assistência técnica e extensão rural (Ater), executada por entidades representativas, selecionadas por meio de editais de chamadas públicas. No município de Jeremoabo, são diversas entidades que acessam estas políticas, principalmente, o fomento à produção e à agroindustrialização.

2- Qual o valor efetivo das verbas previstas para a reativação da unidade de beneficiamento de mel e em quantas parcelas ela está dividida, com os respectivos valores?

A Associação ao ser selecionada no edital CAR recebeu diferentes apoios:

1 – Celebrou convênio de custeio no valor de R$ 166.860,48, sendo que já foi repassado R$ 72.758,47 deste valor, destinado a investimento de serviços e assessoria técnica para elaboração do Plano de Investimentos.

2 – Quando da resolução das pendências acima, celebrará junto a CAR um novo convênio no valor de R$ 123.490,00, agora para acesso a recursos financeiros destinados a obras de construção civil e equipamentos destinados à qualificação da Unidade Agroindustrial de Beneficiamento de Mel, tudo de acordo com o Plano de Investimento previamente elaborado.

De acordo com as regras do Projeto Bahia Produtiva, a Associação tem a responsabilidade de pagar contrapartida em bens e serviços economicamente mensuráveis equivalente a 10% do valor total dos investimentos.

3 – Essa verba está vinculada a algum projeto? Qual? Poderia dar detalhes sobre a abrangência dele?

A Associação da Agricultura Familiar Quilombola da Comunidade Baixa de Quelés foi selecionada, por meio de chamada pública, no Edital CAR/Projeto Bahia Produtiva nº 11, destinado a seleção de subprojetos de Comunidades Quilombolas. Dentre os itens propostos por esta Associação está a adequação e aquisição de equipamentos para a qualificação de uma unidade de beneficiamento do mel implantada em 2011, também com o apoio da CAR, através do Projeto Gente de Valor.

O Projeto Bahia Produtiva já contabiliza 42.271 famílias de agricultores familiares atendidos com investimento de R$553,1 milhões em 1.258 ações de inclusão socioprodutiva e acesso ao mercado, desenvolvidas em todas as regiões da Bahia.

 4 – Como a comunidade da Baixa dos Quelés se habilitou para participar desse projeto?

Por meio do Edital de Chamada Pública Número 11/2018, na Seleção de Subprojetos Socioambientais para Comunidades Quilombolas. Esses editais são chamamento público, onde cooperativas e associações de agricultores familiares e outras populações tradicionais do campo podem concorrer e ser selecionadas para acessar apoio técnico e financeiro para viabilizar atividades econômicas desenvolvidas por seus associados/cooperados.

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 A CAR não respondeu as seguintes questões

5- Se efetivamente a falta de documentação impede a liberação da quantia, o que pode ser feito para que a Casa do Mel seja reativada e não fechada definitivamente?

6- Se a quantia para a compra do transformador não for liberada, a quantia da primeira parte do projeto terá que ser devolvida?

7- Quais foram as exigências feitas para a liberação da primeira parcela? Que tipo de documentação teve de ser apresentada?

8- Embora tenha sido em outra época, poderia explicar porque a documentação apresentada foi aceita para a construção da unidade?

9 – Há mais alguma consideração que a CAR deseje fazer?

ATUALIZAÇÃO

No dia 3 de junho, o líder comunitário José Romildo informou que o governo estadual aceitou toda a documentação apresentada pela associação da Baixa dos Quelés e autorizou a liberação da verba para a instalação de novo transformador e equipamentos para reativar a Fábrica de Mel. Além disso, concordou em reconstruir o telhado da unidade. O Estado aguarda agora o envio do projeto e levantamento de custos que estão sendo feitos pelo agente comunitário rural (ACR) contratado para a função.

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