Meus Sertões

Formosa do Rio Preto: posseiros pedem punição para fazendeiros após atentado

Por Paulo Oliveira e Thomas Bauer

Geraizeiros de Formosa do Rio Preto, município do extremo oeste da Bahia, realizaram manifestação na manhã desta quarta-feira, exigindo punição para fazendeiros responsáveis por atentado, atos de vandalismo, roubos, destruição de residências, árvores frutíferas e de um vasto buritizal. A ação dos pistoleiros ocorreu na última sexta-feira (3/9/2021). Os criminosos deram prazo para os posseiros deixarem o local até a data de hoje. E ameaçaram voltar caso não fossem obedecidos.

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Garimpo

SONHO DE GARIMPEIRO

Depoimento de Arceno Mendes Paiva, 83 anos. Povoado Bilu, município de Uibaí (BA)

“Quero contar um sonho bom danado que eu tive. O garimpeiro vive sonhando acordado ou dormindo. E eu fui garimpeiro, estou nesta idade e não paro de sonhar. Tive um sonho bem claro outro dia, e é o mesmo que eu tá vendo a cena. É pena que eu já tô muito velho, o corpo não responde, só tô andando distância curta e de bastão, mas se eu ainda tivesse força, ia bater lá.

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Pita Paiva, o mestre da xilogravura

Sábado era um dia especial para o pequeno Lindomar, penúltimo dos 12 filhos do professor leigo e político Sinobelino Sancho Paiva e de dona Elizabete. Pita, apelido que ganhou por se parecer com o primo Epitácio, não via a hora do pai chegar da feira para saborear duas coisas: o pão doce e os romances, como eram chamados os livretos de cordel na comunidade Laranjeiras, em Uibaí (BA) e pelo sertão afora.

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O podcast

Quando entrei no curso de jornalismo, participei de uma oficina. A tarefa era escrever um perfil. Escolhi fazer o da minha vó. Por timidez, talvez. E por entender que a sua vivência deveria ser compartilhada. Da nossa conversa sem pressa, descobri nuances nunca ditas. Observei que uma entrevista vai além de declarações. O silêncio diz, e as ruas falam.  Escrevi o texto depois de reunir tudo no meu caderninho, no gravador e na memória.  Foi revelador.

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Bahia no alto do ranking de conflitos por terra e por água

A 35º edição do relatório que contabiliza dados sobre conflitos e violência sofridas pelos trabalhadores do campo, indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais revele que o número de ocorrências (2.054) cresceu 8% em 2020. No ano anterior foram 1.903. A quantidade de conflitos é a maior desde 1985, quando a Comissão Pastoral da Terra (CPT) começou a divulgar as estatísticas.

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45 versões para a oração ‘Pai Nosso Pequenino’

Três meses depois do lançamento do sítio Meus Sertões, em 2016, a médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda nos enviou um vídeo sobre uma oração poderosa, invocada para a proteção dos sertanejos. Nele, dona Maria Belo, de Mucugê (BA), nos ensinava como rezar o “Pai Nosso Pequenininho”, também chamada de “Pai Nosso Pequenino”.

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Os vídeos de Jeremoabo

Jeremoabo é uma cidade com cerca de 400 anos de história. No século XVII, Garcia D’Ávila, o senhor da Casa da Torre, capturou nativos para escravizá-los durante o processo de desbravamento do Nordeste e de expansão da criação de gado bovino. Dono da maior sesmaria do mundo, o administrador colonial português teve divergências com os missionários que se opuseram à escravização dos indígenas muongurus e cariacás, descendentes dos Tupinambás. Em represália, D’Ávila incendiou o aldeamento dos jesuítas.

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Aventuras de um colecionador
de moedas sociais

O comerciante Paulo José Farias de Barros, 50 anos, percorreu de motocicleta os 728 quilômetros que separam Salvador (BA) de Juazeiro do Norte (CE) para conhecer o Banco Comunitário Timbaúbas e comprar cédulas de Timba, nome dado a uma das muitas moedas sociais criadas para fortalecer economicamente territórios vulneráveis de todo o país. Ao chegar, viu que o estabelecimento estava desativado.

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