Trouxa de pecado

Falar sobre as histórias e estórias relatadas por dona Margarida, de Tucano (BA), é contar de página saudosa da minha própria vida quando era bom bater em sua porta a qualquer hora do dia para dela ouvir dos causos assombrosos às confidências sutis.

Do temido diabo, vade retro, fez -me conhecer um sinonímia e muitas astúcia. Deixo para vocês hoje e aqui um dos disfarces do maldito para pegar incautos.

O Boa Noite

“Farás para Aarão, teu irmão, vestimentas sagradas para esplendor e ornamento (…) um peitoral, um efod*, um manto, uma túnica bordada, um turbante e um cinto.” Assim Iaveh Deus se dirige a Moisés prescrevendo como deverão ser as vestimentas dos seus sacerdotes.

Aí temos uma das primeiras referências escritas a arte de bordar, mas sabemos que está na pré história a origem do ainda hoje popular ponto cruz, no tempo em que fios grossos de couro de animais ou finíssimo, desfiados dos seus intestinos, serviam à trama que traz, já em seus começos, o fim de ser arte.

O mister de bordar é endêmico em Ilha do Ferro, de onde o nosso canal se despede hoje com os desfiados e tramas de Dona Gilvânia, esposa do também artista Aberaldo, e uma das muitas apaixonadas pela arte no lugarejo.

Nesse distrito de não fácil acesso, o tipo de bordado mais popular é o “boa noite” que consiste em desfiar o tecido para então recompô-lo com novo formato em basicamente três tipos de tramas: simples, em flor e cheio.

(*) Veste do Sumo Sacerdote de Israel no estilo de túnica ou avental.

Fórum das águas

O comunicador popular e integrante da Pastoral da Juventude Rural (BA) acompanhou o Fórum Alternativo Mundial das Águas (F.A.M.A), realizado em março, em Brasília. Em um belo ensaio fotográfico, Joabes mostra o que ocorreu no encontro que reuniu representantes de movimentos sociais, comunidades tradicionais e povos originários da América Latina.

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