Categoria: Arredores

O podcast

Quando entrei no curso de jornalismo, participei de uma oficina. A tarefa era escrever um perfil. Escolhi fazer o da minha vó. Por timidez, talvez. E por entender que a sua vivência deveria ser compartilhada. Da nossa conversa sem pressa, descobri nuances nunca ditas. Observei que uma entrevista vai além de declarações. O silêncio diz, e as ruas falam.  Escrevi o texto depois de reunir tudo no meu caderninho, no gravador e na memória.  Foi revelador.

…Ler mais.

Mestre Nena

Para moldar uma pinha esmaltada grande, uma das peças decorativas mais vendidas no Centro de Artesanato Arquiteto Wilson Campos Júnior, em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, o artesão Severino Antônio de Lima, 57 anos, leva duas horas. A produção diária é de até quatro unidades por dia. No entanto, a pinha só ficará pronta para a venda após 15 dias de secagem, 12 horas no “forno de biscoito”, onde é aquecida a 1000 graus centígrados para adquirir durabilidade e impermeabilidade ao ser, e três dias no forno de esmalte para fixar a cor.

…Ler mais.

105 anos de rezas

A nossa pesquisa de campo em Cultura Popular tem nos trazido alegrias imensas carregadas de conhecimentos e amizades. Cada personagem com o qual nos pomos em contato nos enriquece transmitindo a nós uma sabedoria a um só tempo popular e própria e fazendo de nós multiplicadores na tarefa auto assumidas de preservar a cultura do nosso povo divulgando-a.

…Ler mais.

Irinéia do Muquém

O Sítio de Muquém, única comunidade remanescente de Palmares, o maior e mais resistente quilombo das Américas, fica a seis quilômetros do centro de União de Palmares e a 80 de Maceió, capital alagoana. A localidade tem cerca de 200 anos de existência e os atuais moradores se dividem entre a agricultura familiar e a produção de artesanato.

…Ler mais.

Fios da memória

Tempo bom aquele quando me sentava na calçada da casa da minha vó ou das amigas dela para ouvir causos do passado que se misturavam com o presente. Era, sempre, por volta das três da tarde até a boquinha da noite, quando o sol começava a se despedir no horizonte. De lá, dava para ver, na primavera, as pétalas amarelas dos pés de Ipê.

…Ler mais.