Categoria: Reportagens

Cruzes estradeiras

O professor substituto de história da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), núcleo da Universidade Estadual do Ceará, em Limoeiro do Norte, Antônio Zilmar da Silva, 46 anos, sempre teve dificuldades para conviver com a ideia de morte. Nascido em Pacajus, no sertão cearense, e criado em Fortaleza, a 56 quilômetros de distância, ele não conseguiu ir ao velório da avó, nem do pai, preferindo escrever um texto para homenageá-lo.

…Ler mais.

Outra forma de celebrar o 3 de maio

Não são apenas os moradores de Rio do Antônio, no sudoeste baiano, que celebram o dia da “Invenção (descoberta) da Santa Cruz” (clique aqui para ver a reportagem).  Em Ichu, cidade da região sisaleira, a 555 km de distância, também celebra o dia 3 de maio, só que sem reza e sem penitência. A data também é chamada de Dia da Hora, em referência à crucificação de Cristo.

…Ler mais.

Covid-19: situação de Juazeiro preocupa comitê científico

O Comitê Científico de Combate ao Coronavírus (C4NE) divulgou o oitavo boletim para assessoramento dos governadores e gestores municipais dos nove estados do Nordestes. Os cientistas e médicos do comitê são enfáticos ao afirmar que as medidas de isolamento social não devem ser relaxadas. Eles afirmam, com base em projeções matemáticas, que o relaxamento poderá acarretar um aumento de 200 mil novos casos e 7.500 óbitos na região, causados pela Covid-19, em junho.

…Ler mais.

Covid-19, dengue e chicungunha colocam saúde à beira do colapso

O Comitê Científico de Combate ao Coronavírus (C4) divulgou novo boletim nesta quinta-feira, no qual recomenda a manutenção e ampliação das medidas de isolamento total (lockdown), levando em conta a continuidade de curvas crescentes de casos e mortes de coronavírus e do aumento de ocorrências de dengue e chicungunha no Nordeste e em todo o Brasil. O comitê ressalta que o lockdown é a única forma de reduzir o número de contágios e evitar a sobrecarga e o colapso de sistemas de saúde. O C4 vê como imperiosa a necessidade de aumentar a testagem da população para Covid-19 e dengue.

…Ler mais.

O avanço da Covid-19 pelo sertão

Duas mil e onze cidades brasileiras já confirmaram casos de Covid-19 (novo coronavírus). Quase uma a cada quatro dessas cidades estão em municípios do semiárido. Em 428 municípios já há 2.866 casos confirmados e 187 mortos. Estes são os dados do avanço da Covid-19 pelo sertão, segundo o jornalista Marcelo Soares, um dos mais brilhantes jornalistas brasileiros em análise de dados e criador do site Lagom Data.

“A região, que abrange do norte de Minas Gerais ao norte do Ceará, tem alguns dos mais tristes índices de desigualdade.Também é onde há as maiores concentrações de famílias que dependem de programas sociais como o Bolsa-Família. Não raro são cidades com pouca infraestrutura de saúde e muitas distâncias para chegar até onde haja atendimento adequado. Tem aumentado muito a detecção da Covid-19 na região, em parte devido aos esforços feitos em estados do Nordeste para enfrentar a pandemia.” – diz Marcelo.

Para combater a doença onde ela ataca, nos rincões do semiárido, o coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, o neurocientista Miguel Nicolelis anunciou esta semana que o grupo formado por nove governadores nordestinos aprovou a criação da Brigada Emergencial de Saúde.

A brigada consiste na convocação de 15 mil profissionais da saúde, principalmente médicos formados no exterior. Eles integrarão o grupo, sob supervisão, e terão seus diplomas validados por universidades brasileiras. Nicolelis ressaltou que entidades médicas corporativistas tentaram vetar a medida, mas não obtiveram sucesso.

Veja agora os dados compilados pelo Lagom Data , site do jornalista Marcelo Soares, parceiro de Meus Sertões, sobre o avanço da doença no semiárido. Clique no link abaixo para ter acesso ao mapa interativo:

O AVANÇO DO CORONAVÍRUS PELO SERTÃO

Exemplo de superação

A montagem de uma “cama alegórica” foi a primeira das invenções do motorista e técnico de consertos diversos, Antônio Carneiro de Oliveira, o Antônio de Roque, 77 anos, que mitigaram os danos do terrível acidente que ele sofreu, em Ichu, a 180 quilômetros de Salvador. O fato de não ter recuperado o movimento das pernas não impede que ele trabalhe, dirija e se considere vitorioso por ter atingido o atual estágio.

…Ler mais.