Categoria: Entrevistas

À beira do lago de Sobradinho

A professora Edonilce Barros foi uma das 27 pessoas entrevistadas pela jornalista e pedagoga Adzamara Amaral, 42 anos, para os trabalhos que desenvolve desde 2012, visando a preservação da memória dos moradores de Sento-Sé, atingidos pela construção da Barragem de Sobradinho, na década de 1970, auge da ditadura civil-militar no Brasil. Adzamara produziu artigos, dissertação, documentário e o livro “Sento-Sé – Memórias de uma cidade submersa”, que será lançado no dia 18, na Câmara de Vereadores do município.

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Geólogo responsabiliza padres por protestos

O geólogo João Carlos de Castro Cavalcanti, 71 anos, voltou a procurar minérios após passar quatro anos fora do mercado e do noticiário. Ele conta que isto ocorreu devido ao período sabático cumprido por exigência de ex-sócios e de grupos empresariais que adquiriram a parte dele em empresas e em grandes projetos de mineração, o que o alçou à lista de bilionários da revista Forbes. A última vez que ele apareceu no ranking dos brasileiros ricos  foi em 2014. Estava em 70º lugar entre 150 pessoas.

O retorno à procura de novas riquezas, através da empresa Companhia Vale do Paramirim (CVP), tem lhe rendido dissabores. Com fama de ser “polêmico, exibicionista, brigão e de exagerar nas histórias que conta”, conforme registrou reportagem do jornal Estado de S. Paulo, em 2008, João Cavalcanti foi acusado pelos moradores de Taquaril do Fialho, comunidade centenária e produtiva do município de Licínio de Almeida (BA), de cometer ações arbitrárias, visando explorar minério de ferro e manganês na região. Os agricultores temem que o empreendimento cause danos ambientais de grandes proporções em área de recursos hídricos.

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A corte celestial e a via-crúcis

O fotógrafo piauiense Sérgio Carvalho, 50 anos, trabalha sem pressa: um projeto dele pode levar mais de 10 anos para ser finalizado. Outras características de suas obras são a pegada humanista, as marcantes referências autobiográficas e a genialidade para criar abordagens inéditas para temas muito explorados. É o caso da exposição “Santo Sertão”, que estreia no próximo sábado, em Fortaleza (CE). A mostra retrata a religiosidade sertaneja em torno do mito Padre Cícero a partir de dois ensaios.

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Mais semiárido e menos cisternas

A Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) foi criada no início dos anos 1990 e integra o comitê coordenador da Rede de Tecnologias Sociais. Mais de mil entidades de diversos segmentos – igrejas católicas e evangélicas, ONGs, ambientalistas, associações de trabalhadores rurais, associações comunitárias, sindicatos e federações – fazem parte da ASA, cujos principais projetos estão relacionados com a convivência com o semiárido, principalmente a construção de cisternas para estoque de água para consumo humano e produção de alimentos. …Ler mais.

Sérgio Carvalho, fotógrafo

O premiado Sérgio Carvalho, 48 anos – faz 49 em abril – divide seu tempo como auditor fiscal do Ministério do Trabalho e a fotografia. Foi combatendo o trabalho escravo que se deu conta da importância de documentar sua atividade e comprou logo uma máquina fotográfica. De lá para cá publicou vários livros e desenvolveu projetos com certas particularidades: todos são minuciosamente elaborados, demoram de um a sete anos para serem concluídos e costumam ser feitos com outros parceiros. É que por causa de seu emprego, ele só fotografa nas férias, feriados e fins de semana. Nesta entrevista para Meus Sertões, Sérgio fala de seus projetos novos e antigos, analisa a questão do trabalho escravo no Brasil e revela porque tem tanto prazer em fotografar.

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A cidade e as serras

O artista plástico Almaques Gonçalves dos Santos, 37 anos, prefere se apresentar como um descolado e maldito. No entanto, contraditoriamente pragmático, diz que sua pegada atual é comercial: “Faço o que os clientes querem”. Nesta entrevista ao site Meus Sertões, as respostas desse pintor jacobinense autodidata são como pinceladas dadas para encobrir o lado romântico e idealista de quem faz de sua cidade, a 330 quilômetros de Salvador, sua musa. Almaques, nome que seria de origem aramaica e teria como significado “terra prometida”, é o expositor deste mês na seção Galeria, na primeira página do site Meus Sertões.

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Foto solidariedade

O radialista Noilton Pereira de Lacerda, 45 anos, teve uma infância difícil. Criado por uma tia, desde cedo começou a trabalhar para ajudar ela e a avó. Foi feirante, eletrotécnico e tentou viver de música, criando uma banda de rock de um homem só. Quando viu que não conseguiria atingir um grande público foi trabalhar com comunicação. Há quatro anos, porém, decidiu sair da zona de conforto e encontrou uma forma diferente de fazer trabalho social. Passou a ajudar 10 famílias, focado principalmente em 45 crianças, mas atendendo 120 pessoas no total. Só recentemente caiu a ficha de que estava suprindo duas necessidades: a de ter uma família completa – e bota completa nisto – e a de “partir para cima” e garantir melhor qualidade de vida para estas pessoas. …Ler mais.

O espetáculo circense da transposição

Este ano completa uma década que Dom Luiz Flávio Cappio, bispo da diocese de Barra (BA) fez pela segunda vez greve de fome em favor da revitalização do rio São Francisco e da população ribeirinha. Dom Luiz sempre defendeu que se uma pessoa anêmica não pode doar sangue, um rio doente não pode ter suas águas transpostas para outras localidades antes de ser revitalizado. Em entrevista exclusiva ao site Meus Sertões ele avalia o que está ocorrendo com o São Francisco e avalia a decisão do governo federal de tocar a qualquer custo a obra de transposição, transformada, segundo o religioso, num espetáculo circense. …Ler mais.

‘A seca não é castigo de Deus’

Padre José Alberto Barbosa Gonçalves está na paróquia de Canudos há quatro anos. Depois de se formar em teologia e filosofia no seminário em João Pessoa, foi padre em Glória, cidade atingida pelas barragens de Moxotó e Itaparica, e na periferia de Paulo Afonso. Nascido em Uauá, conhece muito bem a região em que atua. O religioso lembra que no passado, nos períodos de seca, muita gente morria, e atribui a mudança desta realidade aos programas de convivência com a seca, implantados por ONGs, sindicatos e entidades civis, com o apoio de governos anteriores ao de Michel Temer. Daqui para frente diz não sabe o que acontecerá, pois vê o Estado com atuação meramente arrecadadora.

“A proposta de Antônio Conselheiro nos compromete a um modelo de sociedade a qual os pobres não devem somente ser assistidos. Os pobres devem ser protagonistas.  Quando se tornam protagonistas aprendem a conviver com a seca, não dependem do carro-pipa ou da bolsa-estiagem”.

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