Autor: Paulo Oliveira

Jornalista, 59 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.

O coureiro

No início, como a maioria dos meninos, José Alberto, o Betão, apaixonou-se  por uma bola de futebol. Nos campos de várzea de Canudos e das cidades da região, ele se formou em centroavante. Encarava os zagueiros botinudos e os mais habilidosos. Ganhou fama de brocador, que o levou a disputar três campeonatos baianos pelo Atlético de Alagoinhas e Jacobina e um, sergipano, defendendo o Olímpico, de Itabaianinha, entre 1991 e 1994. …Ler mais.

As parteiras de Queimadas

Sinforosa Lírio de Souza trouxe ao mundo, mais precisamente à Bahia, 4.279 crianças desde que se lançou ao ofício de parteira, aos 45 anos de idade. O número de crianças que aparou equivale a 17% da população atual de Queimadas, sua cidade natal, localizada a 328 km de Salvador. Graças a esta façanha, Sinforosa deu nome a um largo, uma praça e ao posto de saúde da sede do município. Ao morrer, aos 80 anos, deixou a filha Raimunda, que já seguia seus passos, fazendo partos. Depois, a sucessora teve a mesma trajetória na política, elegendo-se vereadora. A diferença entre as duas é que a filha nunca fez a contagem de quantas pessoas ajudou a nascer. …Ler mais.