Autor: Paulo Oliveira

No tempo dos coronéis

A Fazenda Nossa Senhora de Brotas foi vendida para três empresários de Jeremoabo, que ainda não decidiram o destino final da mansão e da capela de Nossa Senhora de Brotas. Eles estão construindo imóveis para por à venda na área em que existia um engenho e um canavial. No tempo dos coronéis, a construção ao lado da mansão era usada pelos escravos que serviam à casa grande. Hoje, parte da imponente moradia está em ruínas e suas portas e janelas estão trancadas. Na igrejinha, ao lado, só há lixo no interior.

A história da fazenda

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Padre Cícero e o senhor Ogum

A distância entre o Terreiro de Ogum, na Baixa da Lagoa, comunidade quilombola, e o centro de Jeremoabo (BA) é de 26 quilômetros por estrada de terra ou uma hora e dez minutos “de relógio”, como dizem os baianos. No caminho se avistam araras azuis. Ali, a caatinga é tão verde que muitos moradores acreditam estar diante da Mata Atlântica em pleno sertão.

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Sementes de esperança

Entre 2000 e 2010, 383.472 pessoas migraram do interior baiano para as grandes cidades. Jovens, entre 16 e 29 anos, corresponderam a 47% dos migrantes. O fenômeno de envelhecimento dos trabalhadores rurais da Bahia preocupa as autoridades, ainda mais que o estado tem a maior população de pequenos agricultores do país – cerca de 4 milhões. …Ler mais.

A motocicleta que deu cria

No ponto de mototaxistas em frente à Câmara Municipal de Jeremoabo, no sertão da Bahia, as conversas, na semana seguinte às eleições para prefeito e vereadores, giram em torno de um assunto: quem mais ganhou com as apostas feitas durante o período eleitoral. Ali, se reproduz o que acontece na cidade, incluindo os distritos e povoados mais afastados. Isto porque há mais de 50 anos, aposta-se em tudo que diz respeito aos candidatos: Quem vai ganhar? Qual será a diferença de votos entre dois adversários? Quem será o vereador mais votado? Qual a quantidade de votos que determinado candidato terá em uma urna? E no que mais a imaginação permitir. …Ler mais.

Marcas da matança

As marcas das balas do assassinato de sete soldados por Lampião e seu bando foram cobertas com cimento e tinta. No local da chacina, uma placa em homenagem aos policiais mortos, colocada pela prefeitura de Queimadas (BA) e a Polícia Militar. No local, funcionava o quartel e a cadeia pública, de onde os “macacos” – foma como o cangaceiro tratava os policiais – foram arrancados. Até recentemente, funcionou como xadrez, mas a ameaça de desabamento fez com que fosse desativada. …Ler mais.

O caminho da Santa Cruz

 

“Construiu em Monte Santo
o caminho da Santa Cruz.
O povo dizia na reza:
do céu baixou uma luz.
Quem não fizer o bem,
Dom Sebastião já vem,
mandado do Bom Jesus”

Cordel do poeta Jota Sara que registra a passagem de Antônio Conselheiro, também chamado de Bom Jesus, por Monte Santo. Os seguidores de Conselheiro construíram algumas capelas e as muradas do primeiro trecho da subida para a pequena igreja da Santa Cruz.

Capela encostada no céu

Os cerca de 20 mil peregrinos que participarão da romaria da Sexta-feira da Paixão, em Monte Santo, começam a chegar com 24 horas de antecedência. Esta não é a principal atividade religiosa na cidade. Na passagem do dia 31 de outubro para 1º de novembro, Dia de Todos os Santos, o número de religiosos, pagadores de promessa e turistas chega a 100 mil, muitos deles atraídos por um evento profano: os shows de cantores sertanejos bancados pela prefeitura para movimentar a cidade.

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