Autor: Paulo Oliveira

Dois matutos e o filho da jumenta

Dos cinco livretos do poeta agricultor Geraldo Oliveira, certamente o mais engraçado é “Os dois matutos e o filho da jumenta”, obra que ele apresenta agora em Meus Sertões.

Em dezembro, quando conhecemos Geraldo, em Riachão do Jacuípe, ele nos encantou com a história de João Melado.

A valentia de João Melado

Vale lembra que o agricultor sempre foi apaixonado por literatura de cordel, chegando a decorar livretos inteiros antes de decidir escrever seus próprios enredos de “bravura, romance e humor”.

Divirtam-se:

 

Os lobisomens do Cedro

No tempo em que não havia grades nas portas e janelas das casas de Cedro de São João (SE) e os assuntos principais não eram assaltos e arrastões, os moradores ficavam sentados na calçada até tarde, muitas vezes ouvindo contadoras de histórias, como Noêmia Nunes, já falecida, desfiar relatos sobre homens que viravam lobos. As crianças, quietas na esteira estendida nas calçadas, prestavam atenção a tudo. …Ler mais.

Do tempo do salamim

Francisco Gomes de Nero, o Chiquinho, entrega a idade quando utiliza o salamim (ou celamim) para se referir a quantidade de farinha que sua fazenda produzia. Essa antiga medida, de origem árabe, foi utilizada em Portugal e no Brasil até a segunda metade do século XIX. No Nordeste, avançou pelas primeiras décadas do século XX, pois não havia balanças e a farinha e grãos eram comercializados em compartimentos de madeira, divididos em litros, salamim (14 litros) e saco (quatro salamins). Só os antigos sertanejos sabem disso. Seu Chiquinho, aos 96 anos, é o morador mais velho de Cedro de São João (SE).

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A casa dos Almeida

O imóvel considerado o número um de Jeremoabo fica na rua da Matriz 116, atrás da Igreja de São João Batista. Ele tem o sobrenome de seus proprietários e é conhecido como Casa dos Almeidas. Sua preservação é feita por Sebastião Gonçalves Passos e sua mulher Antonieta, descendente dos antigos donos. O casal mora no imóvel vizinho.

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Arte e Bolsa Família para tratar saúde

Se não fosse o artesanato e o Bolsa Famíla, Ana Rita Carneiro, moradora do povoado de Terra Branca, em Riachão do Jacuípe, não conseguiria arcar com as despesas para o tratamento do filho Anderson, que nasceu com catarata congênita, o que poderia levá-lo à cegueira. Periodicamente, há oito anos, Ana Rita se desloca para Sorocaba (SP), onde o menino é atendido e aguarda uma vaga para cirurgia no Hospital BOS.

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Fazenda Pau de Colher

O empenho do agricultor Abelmanto Carneiro de Oliveira, 44 anos, para transformar os 10 hectares que herdou da Fazenda Pau de Colher, a 16 km de Riachão do Jacuípe, em uma área experimental de tecnologias para a convivência com o semiárido, o fez obter ótimos resultados. Atualmente, consegue passar por período de até dois anos e seis meses de seca sem sobressaltos.

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