Autor: Joao Batista Cruz de S. Arfer

Florestano de nascimento, coração rodelense e alma feirense, admirador de forró, MPB, autores nordestinos e músicas dos anos 80, Batista Cruz, Arfer, há 27 anos trocou a administração de empresas pelo jornalismo. O gosto pela reportagem alimenta diariamente o fogo da paixão que nutre pela profissão que abraçou, incentivado pelo irmão Anchieta Nery, também jornalista e professor universitário. Descende dos tuxás, tribo ribeirinha do São Francisco. Torce pelo Verde e o Bahia.

Forró no Rudela

No final dos anos 60, Luiz Gonzaga, em excursão pelas pequenas cidades sertanejas, cantava em praça pública patrocinado pelas prefeituras. Um dia fez um show no Rudela*. Naquela noite, o Clube dos Brancos, onde a maior estrela da música nordestina se apresentou, arreganhou suas portas para negros e índios. Todos dançaram, quebrando uma antiga e preconceituosa regra.

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O desterro

Evaristo Lapada e a botija de Manoel dos Santos

Uma história para quem acredita e também para quem não acredita

João Batista Cruz de S. Arfer

Meses, anos se passaram para que parentes e vizinhos soubessem o porquê daquela mudança de domicílio às pressas, quase correndo. Maria, a mulher, e os filhos pequenos sequer se despediram dos parentes e dos amigos. Evaristo não tinha tempo a perder. Ele e Maria passaram a noite em claro. O dia ainda não tinha amanhecido e Evaristo Lapada juntou o pouco que tinha na sua casa, despejou em uma canoa e atravessou o Rio São Francisco rumo ao povoado do Jatinã, no lado pernambucano, sua primeira parada.

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Próximo do fim

Zé Vítor é tranquilo, simples, gosta de contar histórias vividas por ele e por seus companheiros. Mas para Rodelas ele tem uma importância ímpar: é o último dos antigos penitentes – restam poucos mais jovens, mas que estão afastados das atividades religiosas. A história deste grupo secular e de fé católica, que cumpre sua jornada religiosa com maior vigor durante a Quaresma, pode chegar ao fim. …Ler mais.

Rivalidade

Um dos mais longevos clássicos do futebol do interior nordestino é disputado há quase 70 anos em Rodelas, na região norte da Bahia, a 550 km de Salvador. No dia 7 de setembro, e apenas naquele dia, os times do Verde e do Amarelo entram em campo para alimentar uma rivalidade iniciada em meados dos anos 50. E a cidade se divide entre torcedores das duas cores. Ou torce pelo Verde ou pelo Amarelo. Não existe meio-termo – a não ser que se tenha chegado muito recentemente e ainda não tenha tido tempo para posicionar-se. …Ler mais.