Autor: Helenita Monte de Hollanda

Destino traçado

O fatalismo, crença que considera que todos os acontecimentos produzidos de forma irrevogável, está presente na filosofia greco-romana, na cultura latina e na doutrina cristã da Divina Providência. Em todas elas, acredita-se que todos os acontecimentos ocorrem de acordo com o destino fixo e inexorável, traçado por um poder sobrenatural e não controlado pela vontade humana. …Ler mais.

Roda pião!

“O Pião entrou na roda, o pião!
O Pião entrou na roda, o pião!
Roda pião, bambeia pião!”                                                                                                                                                                                  Cantiga popular

O pião, conhecido como strombo na Grécia Antiga e turba em Roma, o brinquedo de madeira com formato de pera invertida foi trazido para o Brasil pelo colonizador português. Encontrado em todo o Brasil, apesar de seu uso diminuir a cada ano em função dos jogos eletrônicos, ainda faz a alegria de crianças e adultos, como pode comprovar em 2012 a médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda, na ilha do Miradouro, em Xique-Xique (BA). …Ler mais.

Cantos de Oxóssi

Mãe Nair é gente de santo em Xique-Xique. Sincrética como boa religiosa baiana, filha de Oxóssi e devota ardorosa dos seus “Cosmes”, abre a sua casa alegremente para quem crer e deseja a saúde.

A rezadeira e mãe de santo cura dores no corpo e cabeça. Também é capaz de livrar os viventes do rasto de sol. Para quem não sabe, o raio direto ou indireto de sol é capaz de adoecer uma pessoa ao tocá-la em partes do corpo. Pé, cabeça, perna…

O tratamento é feito com reza e tocando a área afetada com um vidro ou copo virgem com água.

Neste vídeo, a médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Holanda nos mostra os cantos que Mãe Nair entoa para chamar seu orixá. O deus caçador de uma flecha só, senhor da floresta e dos seres que nela habitam é cultuado no Brasil, em Cuba e em países que a cultura iorubá prevaleceu.

Òké Aro!