Autor: Helenita Monte de Hollanda

Pagando pecados

A culpa nos colocou na terra e nos fechou as portas do paraiso. A vida eterna é certeza dos cristão que partem deste mundo em conciliação com Deus, quite com a sua história.

Mas há o purgatório! Esta grande “invenção” medieval que nos coloca em compasso de espera a arder em fogo e pagar por erros ainda passíveis de perdão e que abriga almas desconsoladas capazes de salvação.

No dizer da nossa amiga, ainda se pode cumprir na terra o que ficou a dever, sem se livrar do fogo que castiga.

Na narrativa de Dona Zifa a doutrina é recheada de fantasias e espantos, uma “exempla” a querer ensinar que “aqui se faz e aqui se paga”, mesmo depois de morto.

De Caldas do Jorro, município de Tucano, em visitas cheias de assuntos em sua varanda, Dona Zifa conta histórias incríveis com seu falar de mulher experiente, sabida das coisas. Vejamos o que nos revelou a amiga do sertao baiano, a ensinar para o mundo os pesares de um cidadão que enganou uma moça e teve que pagar mesmo depois de morto em trânsito curioso entre a terra e o purgatório.

 

Irmão das almas

Cícero Lázaro Gonçalves Moreira, um assinante do canal de apenas 24 anos, muito nos ensinou e será o protagonista do programa de hoje. Vocacionado desde a infância, era um menino observador a aprender as “incelenças”, benditos e benzeduras, desde o tempo da sua bisavó, Índia pega em dente de cachorro lá pelo Ceará, que muito lhe ensinou é tanto silenciou sentenciado “nem tudo que se sabe se ensina!”

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Jovem rezador

Uma das grandes alegrias que este programa me deu foi poder trazer para o canal um rezador jovem de apenas 26 anos, pernambucano do Município de Dormentes que dá continuidade às tradições a ele passadas pelo seu padrinho, João, rezador afamado, que desde a sua infância notou-lhe a vocação ao serviço do outro e o ensinou a promover curas pelo poder de benzimentos.

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Valei-me Antônio!

Dia 13 de junho é consagrado a Antônio, um dos santos juninos. No entanto, ele é invocado todos os dias pelo sertão afora. Apesar de ter  ganho fama como santo militar, que ganhou patentes e até titulo de vereador em estados brasileiros, Antônio é mais conhecido como casamenteiro, poder antes atribuído a São João e a São Gonçalo, conforme nos conta a médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda. Os fiéis também costumam a recorrer ao santo para encontrar coisas perdidas, fazer chover durante a seca e proteger viajantes. Conheça mais um pouco sobre Antônio, cuja devoção começou no século XIII (13).

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