Autor: Arilson B. da Costa

Arilson Borges da Costa ,nasceu em 22 de fevereiro de 1970, em Xique-Xique – BA. Filho de sorveteiro e neto de pescador, é professor e auxiliar de serviços gerais. Estudou contabilidade na escola pública de Xique-Xique, no interior da Bahia, porém em 2008 abandonou definitivamente a área de exatas e passou a estudar letras vernáculas, na universidade pública da Bahia (UNEB), com a finalidade de aprofundar na área da lingüística e literatura. Ao longo de sua vida acompanhou pescadores às margens do rio São Francisco, no intuito de entender o sotaque do povo ribeirinho, por isso migrou seu trabalho para escrita de contos e causos do povo ribeirinho.Está continuamente produzindo contos e causos de ribeirinhos, poesia, vídeos, áudios e fotografias, a maioria deles disponibilizados em sua página do Facebook.

João pescador

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO

Beirando o cais,
João vai à ipueira,
Formoso, cada vez mais,
Leva na mão uma esteira.
Na cabeça, o chapéu,
Admira, contempla o céu.
O remo aos ombros largos,
No rosto um afago.
Lá vai João buscar o troféu.
De cuia na mão,
Camisa comprida,
Com destino à lida.

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Terra e sangue

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO

Há anos em que o alagadiço da Ilha do Gado Brabo, nas margens do Velho Chico, vem sendo uma arena de grandes rixas por questões de terras. Em violentas batalhas sangrentas de famílias, homens trocam facãozadas no meio da estrada, reivindicando o direito de continuar sendo o mandante das terras. No fim das contas, uma tentativa inútil.

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A ‘celveja’

SOTAQUE DE UM POVO NAS BARRANCAS DO VELHO CHICO

Nas minhas andanças a serviço da Educação, tive a oportunidade de ouvir diálogos, com sabor natural da nossa terrinha. Viajando de Xique-Xique ao povoado de Utinga, na carroceria de D20 – carro que substituiu as “rurais” nos areões do tabuleiro -, tive o privilégio de ouvir prosas gostosa como esta:

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