Ciro de Uiraúna

Ciro de Uiraúna

Entrevista, texto vídeo e edição de Helenita Monte de Hollanda e Biaggio Talento. Texto de apresentação: Paulo Oliveira

Uiraúna é uma cidade paraibana colada no Rio Grande do Norte. É conhecida como a ‘Terra dos Músicos, Sacerdotes e Médicos’ e também de Ciro Fernandes, 80 anos, que veio ao mundo para contrariar essa máxima.

O bem humorado artista tem uma versão escalafobética para explicar porque migrou para São Paulo em cima de um caminhão de coco quando tinha 15/16 anos:

“Ouvi dizer que em São Paulo brotava dinheiro no chão” – conta.

Logo que chegou viu uma nota de 10 mil réis no chão, mas resolveu esperar por uma quantia maior. Não encontrou mais nada e foi trabalhar de servente de pedreiro e pedreiro.

Ouviu nas obras que bom mesmo era o Rio de Janeiro, onde havia tapete de mulheres nuas pelo chão. Na capital cultural do país à época, mal desceu da condução, uma moça bonita sorriu pra ele. Mais uma vez resolveu esperar por uma mais bonita ainda. Já sem esperança, teve que caminhar muito para encontrar a companheira na divisa do Ceará com o Rio Grande do Norte. Daí voltou correndo para o Rio, onde se adaptara.

Embora desenhasse desde criança, só descobriu que era artista na Cidade Maravilhosa, segundo seu relato em forma de realismo fantástico feito à médica e pesquisadora Helenita Monte de Hollanda, parceira do site Meus Sertões.

Na Feira dos Nordestinos passou a se dedicar a xilogravura e fazer a capa de cordéis de autores como Azulão. Conta que trabalhava por um copo de cachaça e no início não cobrava nada. O filho, guardião da obra, traz o pai para a realidade. Diz que as primeira obras foram gratuitas para impedir a continuação de uma prática que descaracterizada a cultura nordestina: a utilização de fotos na capa dos livretos.

Vocês conferem o restante estante da história de Ciro na entrevista realizada e editada por Helenita e pelo jornalista Biaggio Talento.

Só mais um detalhe: por ilustrar capas de premiados escritores foi agraciado com um prêmio da Academia Brasileira de Letras. Escuta lá e veja como é interessante essa história.

CONVERSA COM HELENITA

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