Dia: 22 de abril de 2021

Terra cobiçada

Manoel Cardoso dos Passos, que passou dos 80 anos faz tempo, carrega consigo desconfiança e medo. Um dos moradores mais antigos da comunidade quilombola Baixa dos Quelés, em Jeremoabo (BA), lembra de ter perdido grande parte de sua propriedade para um latifundiário. O descrédito fica por conta dos governantes que, segundo ele, privilegiam os mais ricos. O pavor é de ficar sem nada, pois até hoje o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não demarcou a área, o que permite contestações de supostos proprietários.

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Fábrica de mel quilombola pode ser desativada

O município de Jeremoabo é o segundo maior produtor de mel da Bahia. Dados de 2019, disponíveis pelo IBGE, mostram que o município comercializou 474 toneladas do produto e arrecadou R$ 2,8 milhões. Só os 46 abelheiros ligados à Associação dos Agricultores e Familiares Remanescentes de Quilombolas das comunidades Baixa da Lagoa, Olhos D’Água e Quelés produziram 9,5 toneladas, no ano passado. A criação de abelhas é hoje a principal atividade econômica dessas localidades.

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