Ano: 2020

As tilápias de padre Antonio – capítulo I

O semiárido brasileiro é uma região que compreende 1.262 cidades de 10 estados. Em uma área equivalente a três vezes o território da Alemanha vivem 28 milhões de pessoas que aprenderam a conviver com a seca e a resistir ao abandono e à injustiça impostos por líderes políticos locais, muitas vezes com apoio do governo federal. Essas transformações se processam aos poucos, graças à atuação de pessoas – muitas delas religiosas –, que fazem opção pelos pobres e os levam a viver com dignidade. Os padres Pier Antonio Miglio e Airton Freire de Lima são exemplos de homens imprescindíveis, cujas ações – seja através de obras sociais, espirituais ou da organização de trabalhadores – impactam na vida dos sertanejos, transformam a realidade socioeconômica de municípios e repercutem até no exterior.

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Os ganhos dos associados – capítulo II

Os principais peixes criados em Jatobá são as tilápias nilóticas, da linhagem chilatrada, melhoradas geneticamente com cruzamento, não com manipulação. A experiência de melhoramento começou a ser feita na Tailândia, por isso, embora sejam nativas da África, elas também são chamadas de “tailandesas”.  No Brasil, algumas firmas de alevinagem prosseguem com experiências de melhoramento para obter um peixe com cabeça menor, lombo com mais carne e tempo menor de crescimento. Hoje, são necessários cerca de sete meses para as tilápias atingirem 1 kg, 1,2 kg.

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Apostolado diferenciado – capítulo III

Fã de filmes clássicos em preto e branco, o padre Pier Antonio Miglio, recomenda entusiasticamente “Uma voz nas sombras” (“Lilies of the field” – 1963), que fez de Sidney Poitier o primeiro negro a ganhar o Oscar de melhor ator. Entusiasmado, ele resume a obra como um lindo filme “sobre esse negócio de padre e igreja”, apesar de ser centrado na história de freiras e de um trabalhador evangélico (Poitier) que ajuda as religiosas a construírem uma capela:

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À beira do lago de Sobradinho

A professora Edonilce Barros foi uma das 27 pessoas entrevistadas pela jornalista e pedagoga Adzamara Amaral, 42 anos, para os trabalhos que desenvolve desde 2012, visando a preservação da memória dos moradores de Sento-Sé, atingidos pela construção da Barragem de Sobradinho, na década de 1970, auge da ditadura civil-militar no Brasil. Adzamara produziu artigos, dissertação, documentário e o livro “Sento-Sé – Memórias de uma cidade submersa”, que será lançado no dia 18, na Câmara de Vereadores do município.

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A luta para proteger Taquaril dos Fialhos

“Quando despersonalizamos o rio, a montanha. Quando tiramos deles os seus sentidos,
considerando que isso é atributo exclusivo dos humanos, nós liberamos esses lugares para que
se tornem resíduos da atividade industrial e extrativista. Do nosso divórcio das integrações
e interações com a nossa mãe, a Terra, resulta que ela está nos deixando órfãos.”

Ailton Krenak – líder indígena e escritor

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Geólogo responsabiliza padres por protestos

O geólogo João Carlos de Castro Cavalcanti, 71 anos, voltou a procurar minérios após passar quatro anos fora do mercado e do noticiário. Ele conta que isto ocorreu devido ao período sabático cumprido por exigência de ex-sócios e de grupos empresariais que adquiriram a parte dele em empresas e em grandes projetos de mineração, o que o alçou à lista de bilionários da revista Forbes. A última vez que ele apareceu no ranking dos brasileiros ricos  foi em 2014. Estava em 70º lugar entre 150 pessoas.

O retorno à procura de novas riquezas, através da empresa Companhia Vale do Paramirim (CVP), tem lhe rendido dissabores. Com fama de ser “polêmico, exibicionista, brigão e de exagerar nas histórias que conta”, conforme registrou reportagem do jornal Estado de S. Paulo, em 2008, João Cavalcanti foi acusado pelos moradores de Taquaril do Fialho, comunidade centenária e produtiva do município de Licínio de Almeida (BA), de cometer ações arbitrárias, visando explorar minério de ferro e manganês na região. Os agricultores temem que o empreendimento cause danos ambientais de grandes proporções em área de recursos hídricos.

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Irmão das almas

Cícero Lázaro Gonçalves Moreira, um assinante do canal de apenas 24 anos, muito nos ensinou e será o protagonista do programa de hoje. Vocacionado desde a infância, era um menino observador a aprender as “incelenças”, benditos e benzeduras, desde o tempo da sua bisavó, Índia pega em dente de cachorro lá pelo Ceará, que muito lhe ensinou é tanto silenciou sentenciado “nem tudo que se sabe se ensina!”

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Vídeo mostra como preparar o superpastel

Lucelma Ribeiro, a Selma, 47 anos, ficou famosa por fazer pastel gigante. Saboroso, imenso e barato, ela ganhou fama a partir da comunidade de Capinal Salvador, em Malhada de Pedras, no sudoeste baiano. A pandemia fez os fregueses sumirem e a cozinheira fechar sua lanchonete. Ela, no entanto, promete voltar a produzir os salgados que deixaram saudade na próxima semana.

A pedido de Meus Sertões, Selma fez um vídeo mostrando como se prepara o pastel. No entanto, sem o tacho que costuma usar, ela preparou o pastel tamanho médio para que ele pudesse caber na panela utilizada por ela. A crocância se deve a um segredo que ela revela: duas colheres razas de cachaça.

Veja a receita e faça o seu próprio lanche. Leia a história de Selma