Dia: setembro 9, 2020

As tilápias de padre Antonio – capítulo I

O semiárido brasileiro é uma região que compreende 1.262 cidades de 10 estados. Em uma área equivalente a três vezes o território da Alemanha vivem 28 milhões de pessoas que aprenderam a conviver com a seca e a resistir ao abandono e à injustiça impostos por líderes políticos locais, muitas vezes com apoio do governo federal. Essas transformações se processam aos poucos, graças à atuação de pessoas – muitas delas religiosas –, que fazem opção pelos pobres e os levam a viver com dignidade. Os padres Pier Antonio Miglio e Airton Freire de Lima são exemplos de homens imprescindíveis, cujas ações – seja através de obras sociais, espirituais ou da organização de trabalhadores – impactam na vida dos sertanejos, transformam a realidade socioeconômica de municípios e repercutem até no exterior.

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Os ganhos dos associados – capítulo II

Os principais peixes criados em Jatobá são as tilápias nilóticas, da linhagem chilatrada, melhoradas geneticamente com cruzamento, não com manipulação. A experiência de melhoramento começou a ser feita na Tailândia, por isso, embora sejam nativas da África, elas também são chamadas de “tailandesas”.  No Brasil, algumas firmas de alevinagem prosseguem com experiências de melhoramento para obter um peixe com cabeça menor, lombo com mais carne e tempo menor de crescimento. Hoje, são necessários cerca de sete meses para as tilápias atingirem 1 kg, 1,2 kg.

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Apostolado diferenciado – capítulo III

Fã de filmes clássicos em preto e branco, o padre Pier Antonio Miglio, recomenda entusiasticamente “Uma voz nas sombras” (“Lilies of the field” – 1963), que fez de Sidney Poitier o primeiro negro a ganhar o Oscar de melhor ator. Entusiasmado, ele resume a obra como um lindo filme “sobre esse negócio de padre e igreja”, apesar de ser centrado na história de freiras e de um trabalhador evangélico (Poitier) que ajuda as religiosas a construírem uma capela:

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