Covid-19: está quase tudo dominado

Covid-19: está quase tudo dominado

Dados das secretarias estaduais de saúde, atualizados até o dia 3 de julho, mostram que apenas 56 (3,12%) cidades da região Nordeste não foram atingidas pelo novo coronavírus. A Covid-19 está presente em todo o território de Alagoas, Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte. Veja o percentual de municípios onde a doença circula no quadro abaixo.

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Até às 12h deste sábado, 4 de julho de 2020, a região registrou, segundo o Comitê Científico de Combate ao Coronavírus (C4NE) do Consórcio Nordeste,  527.604 casos (34,13% de todo o país – 1.545.458) e 20.473 mortes (32,34% dos óbitos do Brasil – 63.295). Ceará, Maranhão e Bahia lideram o número de casos confirmados (118.311, 88.214 e 83.314, respectivamente). Ceará, Pernambuco e Maranhão são os três primeiros em número de mortes causadas pela Covid-19 (6.373, 5.068 e 2.153). Para ver os números completos, clique aqui.

O avanço da doença, principalmente nas cidades do interior, fez o CN4E desaconselhar a flexibilização do isolamento e recomendar medidas restritivas mais rigorosas (lockdown) em Salvador, onde a estratégia de bloqueio parcial por bairros não deu certo; Feira de Santana, importante entroncamento rodoviário do estado; Itabuna, onde o prefeito quer abrir o comércio “morra quem tiver que morrer”; Teixeira de Freitas (BA); Maceió (AL); Aracaju (SE) e Caruaru (PE).

Há ainda risco de uma segunda onda intensa de novos casos nas capitais, em função do interior não ter infraestrutura para atender a totalidade de pessoas infectadas. Isto faz com que os moradores das cidades do interior busquem atendimento nos municípios maiores, provocando colapso dos sistemas de saúde, que estão próximos do índice máximo de internações em UTIs.

Outro indicador preocupante é o de isolamento social, que oscilava nesta sexta-feira entre 37,06%, no Maranhão, e 41,61%, no Piauí. O índice ideal para provocar a redução de casos e óbitos é de 70%

Jornalista, 58 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
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