O avanço da Covid-19 pelo sertão

O avanço da Covid-19 pelo sertão

Duas mil e onze cidades brasileiras já confirmaram casos de Covid-19 (novo coronavírus). Quase uma a cada quatro dessas cidades estão em municípios do semiárido. Em 428 municípios já há 2.866 casos confirmados e 187 mortos. Estes são os dados do avanço da Covid-19 pelo sertão, segundo o jornalista Marcelo Soares, um dos mais brilhantes jornalistas brasileiros em análise de dados e criador do site Lagom Data.

“A região, que abrange do norte de Minas Gerais ao norte do Ceará, tem alguns dos mais tristes índices de desigualdade.Também é onde há as maiores concentrações de famílias que dependem de programas sociais como o Bolsa-Família. Não raro são cidades com pouca infraestrutura de saúde e muitas distâncias para chegar até onde haja atendimento adequado. Tem aumentado muito a detecção da Covid-19 na região, em parte devido aos esforços feitos em estados do Nordeste para enfrentar a pandemia.” – diz Marcelo.

Para combater a doença onde ela ataca, nos rincões do semiárido, o coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, o neurocientista Miguel Nicolelis anunciou esta semana que o grupo formado por nove governadores nordestinos aprovou a criação da Brigada Emergencial de Saúde.

A brigada consiste na convocação de 15 mil profissionais da saúde, principalmente médicos formados no exterior. Eles integrarão o grupo, sob supervisão, e terão seus diplomas validados por universidades brasileiras. Nicolelis ressaltou que entidades médicas corporativistas tentaram vetar a medida, mas não obtiveram sucesso.

Veja agora os dados compilados pelo Lagom Data , site do jornalista Marcelo Soares, parceiro de Meus Sertões, sobre o avanço da doença no semiárido. Clique no link abaixo para ter acesso ao mapa interativo:

O AVANÇO DO CORONAVÍRUS PELO SERTÃO

Jornalista, 57 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
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