Mês: outubro 2019

Ode a Odorico

No dia 31 de outubro de 1916, na fazenda Canavial, bem próximo ao engenho de açúcar, nasceu um menino forte e valente chamado Odorico Lucílio Carneiro, que trazia nas veias o sangue poeta de encantador de sonhos infantis. Seus pais, José Figueredo Carneiro e Maria Julieta Friandes Cedraz contemplavam o rosto do pequeno bebê, que não nascera em sua residência.

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Memórias

O Cangaço, movimento armado iniciado final do século XIX por nordestinos nômades em torno de disputas de terras, vinganças e rebeldias, teve em Virgulino Ferreira, Lampião, um ícone cujo nome se perpetua Brasil e mundo afora, temperado pelo sempre rico imaginário popular que acentua maldades e mitifica benesses que faz do homem o mito de quem hoje ainda se escuta falar envolto em fantasias que o tempo só aumenta.

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Arte garrincheira

Tudo começou assim: José Lopes Carneiro, o Inho, caminhava pela caatinga quando viu um pedaço de pau que lembrava uma figura humana. Ele pegou e guardou. Com o tempo, passou a prestar mais atenção no que esbarrava pelo caminho quando ia ajuntar vacas no fundo de pasto. Raízes e pedaços de árvores pareciam ratos, camelos, animais diversos.

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As bordadeiras

Numa casa com três irmãs na zona rural de Caicó seria previsível encontrarmos, no mínimo, uma bordadeira! Ali encontramos duas e alegria e acolhimento de sobra numa visita rápida e desavisada entre bastidores, fios coloridos e muitas risadas diminuindo em nós a frustração por não conseguirmos tempo para explorar com maior zelo e detalhes a arte dos bordados que confere fama nacional ao município.

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Curta sertanejo

Após a morte prematura, Fernandi de Seu Neto ficou preso na Terra para pagar uma dívida: a promessa de rezar uma ladainha para o Senhor do Bonfim caso conseguisse um jogo de camisas para o time de futebol em ele que jogava. Desesperado para cumprir o prometido, o rapaz passa a assombrar a família da amiga Nita Esta é a sinopse do filme “A História Trancosa de Fernandi”, primeira produção do Clube Audivisual de Ichu (Cavi), cidade do sertão baiano, que disputa a categoria adulta do 8º Festival de Curta da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) com 52 outros filmes de 10 estados (BA, GO, MG, PA, PB, RJ, RS, SC, SP e TO).

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Os espantadores

Uma função chama a atenção na Cooperativa dos Produtores do Vale de Itacuruba (Coopvale), no sertão pernambucano. Afinal, o que faz uma espécie de espantalho humano dentre os criadores de tilápias da cidade que foi reconstruída há cerca de 30 anos, após a Itacuruba original ter sido submersa pelas águas da barragem de Itaparica?

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Papa-figo

A história do Papa-figo não tem nada a ver com alguém que gosta dos frutos da figueira. Tem a ver com o roubo de crianças por pessoas que para se livrar de doenças precisam comer um importante órgão humano com capacidade de regeneração. A professora Alexandra Pericão nos lembra que esse mito rural  também foi propagado no Nordeste em versos como os do poeta popular Abraão Batista:

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