Almas ricas

Almas ricas

Não é de hoje que as assombrações elegem viventes para desenterrar as suas botijas – caldeirões repletos de moedas de ouros e/ou prata que, quando em vida, esconderam para usufruto futuro.

De Pernambuco onde situo os meus começos, vieram-me as primeiras estórias em fabulosos relatos sobre pessoas que enriqueceram por eleição de mortos.

Dizem que os falecidos em agonia pedem missas que os salvem do penar em troca das fortunas acumuladas. Outros atribuem tanto dinheiro a sovinices que os fizeram acumular tanto e usado tão pouco.

Em minhas andanças ouvi relatos, mas sempre envolvendo terceiros. Nenhum enriquecido por presente de fantasma me apareceu em testemunho próprio.

Aqui, do sertão de Tucano, Dona Zifa em Caldas do Jorro e Dona Margarida de olhos D’água, dão muito o que falar.

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