Sempre vivas

Sempre vivas

Entre os diamantes que encontrei durante o meu período garimpando na Chapada, Seu Moreno foi um dos de maior quilate. Primeiro como paciente e depois como amigo, fomos desdobrando o nosso tempo em conversas e passeios no paraíso de Tapiacanga, em Mucugê, regado a delicioso café colhido ali mesmo no quintal e pilado pelos braços ainda fortes daquele com quem me dei a conversas que ficaram na batéia do meu coração até hoje.

Filho de família tão típica do lugar, viveu do que pode: café, garimpo, coleta de sempre vivas, arroz… E é nesse trânsito familiar e pessoal que ele nos conta a história da região diamantina com as suas riquezas e dificuldades.

Da lembrança da sua casa ainda me vem o cheiro dos biscoitinhos de polvilho feitos pela neta e servidos com tanta generosidade e asseio que me sentia ali visita importante.

 

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