Cantos da roça

Cantos da roça

A agricultora e artesã Valerita Santana, a dona Lita, 80 anos, foi apresentada a nossos leitores na semana passada., quando nos passou um pouco de seu conhecimento sobre ervas e doenças que elas curam. Quando procuramos dona Lita, nosso objetivo era falar sobre seu trabalho de artesão – o que será feito em breve. No entanto, essa figura espetacular, personagem conhecido em Rafael Jambeiro tem diversas habilidades.

Além de participar das rezas de São Cosme e gostar de participar da festa de Reis, ela não abre mão de virar a noite dançando nas rodas de samba de Rafael Jambeiro. Dona Lita e o marido Moisés Coni Serra, 89 anos, têm memórias privilegiadas. Eles lembram de letras de músicas das batas de feijão, de antigos sambas e das canções entoadas em dias santos.

Marivalda, parceira dos pais. Foto: Paulo Oliveira

A alegria do casal, juntos a 64 anos, em cantar e contar histórias aumenta na presença da filha Marinalva Aragão Serra Santiago, companheira de noitada dos pais e famosa pela reza de São Cosme que promove anualmente.

Durante o encontro da família, várias letras de músicas foram entoadas, inclusive uma música sertaneja – “Paraná do Norte” que fez sucesso nacionalmente na década de 1950, gravada pela dupla sertaneja Palmeira e Luizinho, considerados os criadores da música campeira.

Por considerar importante o acervo desta cultura, fizemos os vídeos que serão mostrados abaixo. No último, Lita ainda mostra muita disposição para a dança. Apreciem.

TRECHOS DE CANTIGAS DE RODA

Cantiga de roda em dia de reza de São Cosme. Cada participante tira um verso.

CANTO DE VELADOR

Música cantada na roda em torno da fogueira na roça.

MÚSICA SERTANEJA DOS ANOS 1950

“Paraná do Norte”, música da dupla Palmeira (Diogo Mullelo – 1918-1967) e Luizinho (Luiz Raimundo – 1916-1983), gravada em 1950, pela gravadora Continental.

CANTIGA DE REIS

 SAMBA DE RODA

Jornalista, 58 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
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