Os chás de dona Lita

Os chás de dona Lita

Agricultora e artesã, Valerita Santana, dona Lita para os moradores de Rafael Jambeiro (BA), tem 80 anos. Ela teve 11 filhos, três morreram. O mais velho tem 64 anos. Também criou três filhos dos outros e costuma tirar bêbados da rua, levá-los para casa e curá-los, afastando-os da bebida com conselhos e afeto.

Bisneta de índia, aprendeu cedo os segredos das folhas e ervas. Diz que não toma remédios e que se cuida com chás. Sabe indicar muitos deles, dependendo do mal que se tem. A octogenária, que calcula ter entre 70 e 80 netos e bisnetos e um trineto, faz questão de mostrar que ainda tem boa forma e se põe a manejar a enxada.

A octogenária Lita a maneja a enxada com habilidade. Foto: Paulo Oliveira

Com a ferramenta, passa a manejar o solo e garante que consegue encher quatro sacos de capim por dia para alimentar os animais. Mais jovem, tirava 11 sacos do solo. Com tamanha vitalidade, passa noites sambando e cultuando a cultura de sua terra, mas isso será tema de outra matéria. Assim como a revelação de que ela aumentou a idade – nos documentos tem 82 anos – para poder votar.

No vídeo abaixo, Lita desfia as propriedades dos chás que costuma fazer.

 

Jornalista, 58 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
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