O clube dos fogos de cores

O clube dos fogos de cores

Trinta e cinco anos depois do fim da Guerra do Paraguai, os moradores da rua Jaguara, hoje Marechal Deodoro da Fonseca, e das imediações do Palácio Episcopal, na cidade de Barra (BA) criaram um grupo chamado União Central, e levantaram um mastro embandeirado. No ano seguinte, o mais novo dos clubes que faria a única festa de São João, lembrando a guerra da qual vários barrenses participaram, mudou de nome. Virou Riachuelo, batalha naval vencida pelos brasileiros em 11 de junho de 1865, sete meses depois do início do conflito que se estenderia até março de 1870 e causaria danos econômicos para os países envolvidos, além de dizimar grande parcela da população de homens paraguaios maiores de 20 anos.

Busto do almirante Barroso diante do clube: presente da Marinha. Foto: Paulo Oliveira

A vitória da frota brasileira, composta por nove navios, 2.500 tripulantes e liderada pelo almirante Barroso, foi marcante porque o país não tinha navios apropriados para navegação fluvial e as embarcações, feitas de madeira, poderiam ser arrasadas por artilharia terrestre.

Diferenciado dos clubes mais antigos e populares por não fazer referência à tomada de fortes, o Riachuelo transferiu-se para a Praça Barão de Cotegipe, onde cantou pela primeira vez seu hino, composto por um de seus fundadores, Jordino Café. A música é de Dalmácio Negrão.

No passado, seus adeptos desfilavam com medalhas, distintivos, chapéus confeccionados nas principais cidades do país e iluminado por lanterna de flandres. Nos primeiros anos, o alvirrubro possuía uma banda, a Sociedade Philarmônica União Riachuelo, extinta posteriormente.

SALTO NO TEMPO

Hoje, a artista plástica e presidente do clube Hilda Oliveira, após muito trabalho e dedicação, conseguiu resgatar o brilho do clube que, no século passado, ficou mais de 30 anos sem desfilar. Ela firmou parcerias com a Marinha, cuja banda participa do desfile e cede uma de suas embarcações para ocupar um dos quatro carros alegóricos que a agremiação utiliza, e com a Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, cujos alunos planejam e montam as alegorias da festa.

Presidente Hilda (D) zerou dívidas do clube e reformou a sede. Foto Paulo Oliveira

A reconstrução do clube começou na década de 1960. Nos últimos anos, o Riachuelo e as demais agremiações passaram a receber ajuda financeira da prefeitura. Em 2017, será de R$ 30 mil para cada uma. Isto, no entanto, é insuficiente para cobrir os gastos. O alvirrubro calcula que gastará R$ 50 mil, sendo que as despesas com os busca-pés, embora estes não sejam a principal atração, está calculada em R$ 12 mil.

Conhecido pelos mais antigos como o clube dos “fogos de cores”, o Riachuelo sempre apostou mais na estética, nas fantasias, nos carros alegóricos e nos fogos de artifícios (antigamente eram as “chuvinhas bengalinha”) em vez de busca-pés.

Embora elegantemente trajada, a linha de fogo do Riachuelo é a que tem menos adeptos. São 35 integrantes contra um número que varia de 75 a 120 nas outras agremiações. O número de busca-pés não passa de 1.500 contra 3.500, em média, dos rivais.

HOMENAGEM A DEOCLECIANO

O futuro desembargador Deocleciano Martins de Oliveira Filho nasceu um ano após a fundação do Riachuelo. Na década de 1950, o também escultor criou obras que espalhou por cidades às margens do rio São Francisco, ligados à cultura da região, e o movimento artístico-cultural foi chamado de Ciclo do Bronze. Ele se estendeu por três estados: Alagoas, Bahia e Pernambuco.

Homenagem a Deocleciano Martins de Oliveira Filho, em 2016. Foto: Riachuelo

Na década seguinte, como presidente de honra do Riachuelo, o artista participou do movimento de recuperação do clube.

“Deocleciano vinha muito a cidade. Toda festa na cidade, ele comparecia. E cada vez que ele vinha, inaugurava uma estátua. No centenário da igreja, trouxe ‘São Francisco Falando às Aves’, que está na confluência dos rios Grande e São Francisco. Era para estar bem cuidada. A cultura em todo lugar do Brasil fica em terceiro plano e aqui é pior” – conta Hilda, que homenageou o jurista e escultor no desfile do ano passado.

Apesar do empenho do Riachuelo e da beleza da homenagem, Hilda se queixa por ter recebido críticas de pessoas que não entenderam a parte do enredo em que crianças, fantasiadas de aves, vinham no carro alegórico de Deocleciano, desconhecido para boa parte da população, embora suas obras estejam nas praças e em bairros populares da cidade.

DESMEMÓRIA E RUÍNAS

Além da desmemória, outra dificuldade enfrentada por todos os clubes de Barra é a falta de interesse dos jovens na preservação das tradições, incluindo o desfile junino, apesar de ele atrair turistas de diferentes estados.

“A gente tenta não deixar a tradição morrer, mas a maioria da juventude não se interessa. Eu fui no Colégio Santa Eufrásia, que tem 800 alunos. É um colégio particular tradicional, cujo centenário será em 2018. Fui com um tenente da Marinha fazer palestras em cada sala de aula falando da importância do evento. E também ver se eles se sensibilizavam para o alistamento. Não teve um aluno cadastrado para desfilar, nem tampouco ir para a Marinha” – relata Hilda.

Foi para enfrentar este tipo de dificuldade e problemas financeiros que a professora e artista plástica, nascida em Itajubaquara, distrito do município de Gentio do Ouro – fundado em 1836, devido a descoberta de minas de diamantes e ouro -, assumiu há dois anos a presidência do clube, que estava com a quadra e as finanças em ruínas.

A primeira providência foi fazer um cadastro de sócios. São 60, sendo que 40 pagam as mensalidades que, inicialmente, custavam R$ 5, e hoje, R$ 10. Com o dinheiro é possível pagar as contas de água e de luz.

Antes, o Riachuelo alugava o clube para empresários e comerciantes realizarem festas com cobrança de ingressos e explorar bar e restaurante. Sem controle, não se via a cor do dinheiro e as instalações costumavam ser depredadas.

A diretoria atual tentou usar esta fórmula duas vezes, mas não deu certo. Resolveu, então, incluir no regimento interno que o aluguel para eventos só será feito com a previsão de pagamento de eventuais danos. Além do subsídio municipal para os desfiles, a agremiação tem uma dois patronos, o escritor Aydano Roriz e sua mulher Tânia, que hoje moram na Ilha da Madeira, em Portugal.

Quando venderam a propriedade que lhes pertencia para a prefeitura transformar em Casa de Cultura, doaram o que havia na mansão para Hilda fazer leilão. Com o dinheiro arrecadado foi possível realizar as obras que renovou a sede do clube, onde também funciona um brechó, outra fonte de renda.

“Agora temos duas contas no banco e condições financeiras razoáveis” – diz.

Clube gasta até R$ 50 mil em fantasias, fogos e alegorias. Fotos: Riachuelo

A presidente pleiteia, assim como integrantes das outras agremiações, o tombamento dos clubes folclóricos e o aumento da subvenção municipal para garantir os tradicionais desfiles pelos próximos anos. Hilda argumenta que no São João, a prefeitura chega a pagar R$ 130 mil para bandas de forró se apresentarem por cerca de duas horas, enquanto as agremiações recebem menos de um quarto desta quantia.

A GRANDE FESTA

O desfile de São João é assim. A linha de fogo abre os trabalhos.  Em seguida, desfilam as porta-bandeiras e o abre-alas. Como faz referência a uma batalha naval, o Riachuelo não tem cavalaria. Em vez disso, entra com balizas, carros alegóricos, a banda da Marinha e a da prefeitura que conta com um maestro riachuelano.

O abre-alas do Clube Cultural União  Riachuelo. Foto cedida por Alan Kleber

Este ano, o alvirrubro vai homenagear o centenário do Mercado Municipal. O carro alegórico representará o mercado. E as pessoas vão desfilar nas fileiras com os produtos da Barra e dos brejos que são vendidos ali.

Outro carro celebra os 125 anos do Curuzu, mantendo a tradição de comemorar as datas marcantes de aniversário dos coirmãos, no caso o mais antigo clube da cidade. Os carros serão feitos por marceneiros de Barra e decorados por alunos da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Uma equipe de 15 pessoas chegou cinco dias antes da festa com esta missão. Para os universitários, o projeto vale nota.

É possível que haja uma inovação neste desfile. Em vez de usar todos os busca-pés na abertura do desfile, os clubes podem usar cinco soldados com os rojões no início, mas concentrar a linha de fogo no final. O motivo é que a queima de fogos demora muito, fazendo com que boa parte do público desista de ver o restante das alas.

Quadrilha junina encerra o desfile do alvirrubro. Foto cedida por Alan Kleber.

No final, a alegoria em homenagem a São João e a dança da quadrilha, que vinha de outras cidades, dentre elas Xique-Xique. Nesta edição, uma grande vitória: alunos de uma escola de Barra é que desfilarão.

A população, antigamente, vivenciava as festas juninas desde o primeiro dia do mês, quando passavam a usar roupas da cor dos clubes preferidos, além de vermelho e branco, o vermelho e preto (Curuzu) e o verde e amarelo (Humaitá). Esta prática está cada vez mais rara.

Oficialmente para o Riachuelo, a festa começa no dia 11, data da batalha naval. A bandeira do clube é hasteada, alguns busca-pés são disparados e canta-se o hino da agremiação.

LINHA DE FOGO

Todos os integrantes da linha de fogo são cadastrados. Hoje são 35 soldados uniformizados, que usam capacetes e luvas grossas de couro para não se queimar. É a ala que dá mais trabalho. Dificilmente aparecem nas reuniões quando são convocados. Também costumam atrasar os desfiles, pois muitos ingerem bebida alcóolica para ganhar coragem. A prática é comum nos três clubes.

Em 2015, o desfile estava marcado para começar às 19 horas. Todos prontos, inclusive a banda da Marinha, no entanto, o pessoal da linha de fogo estava “enchendo a cara”, segundo um de seus componentes. Tinha até gente caída na rua. Foi preciso a intervenção dos diretores para o grupo se posicionar. O evento começou com duas horas de atraso.

Apesar desse ato de indisciplina, ninguém foi punido. Os comandos dos clubes admitem que é uma turma que trabalha chumbada, mas que ao mesmo tempo é corajosa e que, graças a ela, o desfile é mais bonito e emocionante. O Riachuelo prepara um painel de fotos para afixar no clube e mostrar que seus soldados estão prestigiados.

No decorrer dos tempos, houve uma mudança no desfile. Curuzu e Humaitá abriam os festejos em 23 de junho. O Riachuelo, justificando não participar da guerra de busca-pés por representar batalha naval desfilava sozinho no dia seguinte.

Linha de fogo do Riachuelo tem 35 componentes. Foto cedida por Alan Kleber

Na década de 1980, os três clubes passaram a sair no mesmo dia. Na versão dos componentes das outras agremiações isto ocorreu porque uma equipe do Fantástico, programa da Rede Globo, foi filmar os desfiles em 1986. O pessoal do Riachuelo acreditou que produtor, repórter e cinegrafista ficariam mais um dia na cidade para vê-los desfilar. No entanto, os jornalistas foram embora com as cenas do primeiro desfile.

Mais recentemente, o clube alvirrubro deixou de ser o terceiro e passou a ser o primeiro a desfilar. Há três anos, a justificativa foi a presença da Marinha. No entanto, hoje, se manteve esta ordem por ser um desfile mais rápido, devido à queima de menor número de busca-pés.

Banda da Marinha se apresenta no Riachuelo. Foto cedida por Alan Kleber

Hoje, o São João de Barra tem cobertura da TV Oeste, retransmissora da Globo na região.

Também houve um tempo que a prefeitura transformou o desfile em competição. Criou um júri de visitantes que ficavam em alguns pontos do desfile para atribuir notas em vários quesitos. O vencedor recebia o Buscapé de Ouro. A disputa durou três anos e acabou porque os clubes levantaram suspeitas sobre os jurados. Segundo eles, muitos eram influenciados pelas pessoas que os hospedavam.

Até hoje não há consenso sobre a competição. Há quem diga que ela estimula, outros não concordam. É o caso de Dedê Maurício, ator e agente cultural, torcedor fanático do Humaitá:

“Eu discordo da competição. O que acho engraçado na tradição é que seu clube pode ter saído horrível, mas você diz que foi lindo, maravilhoso. Bota defeito no outro, na questão da gaiatice, da molequeira de tirar sarro do outro, como se fosse torcida de um time de futebol. É muito engraçado. Às vezes um clube teve mil fogos, o outro quatro, e o torcedor diz que os busca-pés do outro davam chabu ou estavam bufando”.

OS PLANOS DE HILDA

As melhorias que Hilda trouxe para o Riachuelo são tantas – incluindo a compra de um gerador, carretas das alegorias, as obras de modernização do clube, dentre outras –  que os diretores da agremiação tentaram fazê-la aceitar mais um mandato. A artista plástica, no entanto, só aceitou prorrogar sua gestão por três meses por causa do São João. Em agosto haverá nova eleição. Próximo dos 80 anos, Hilda diz não poder levar “o barco nas costas”.

Devido à insistência dos sócios, concordou ainda em fazer parte da próxima chapa como vice-presidente. Entre seus planos, ela pretende que as agremiações façam clubes de leituras para jovens e ajudem a recuperar antigas manifestações culturais como a Marujada, o Reisado e a Dança de São Gonçalo, cada vez mais rara na cidade.

Apesar de se dizer cansada, para conceder a entrevista ao site Meus Sertões, Hilda arregimentou diretores e sócios, enfeitou a quadra do Riachuelo com um painel de fotos de antigos integrantes e com as bandeiras do clube, do município e da Marinha, além de preparar suco de maracujá para o grupo. Sua agilidade e eficiência é elogiada por integrantes de famílias tradicionais, que também contam porque se apaixonaram pelo Riachuelo.

DEPOIMENTOS

“Não sou daqui, estou chegando agora. Sou de Salvador. Virei Riachuelo por causa dela. Hilda é minha madrinha. Vi o trabalho dela, ela trabalha demais. Se dedica muito. Tirou o clube das cinzas. Em 1979, vim para Barra ajudar na recuperação da cidade na última enchente do São Francisco. Fui enviado pela Codevasf. Quando fiquei viúvo e casei com Enaura Machado, outa apaixonada pelo Riachuelo”.

Aimone Andrade Oliveira, 74 anos, engenheiro aposentado da Embasa

 

“Sou Riachuelo por tradição familiar. Minha família toda vida foi Riachuelo. Tenho verdadeira admiração pelo clube. Agora muito mais porque a presidente é minha amiga-irmã e eu admiro o trabalho dela”

Enaura Machado, poetisa

 

“Sou Riachuelo, sou apaixonada desde criança. É também tradição familiar. Os clubes daqui são família. Família tal é Riachuelo. Todos os clubes têm as famílias tradicionais que carregam os clubes nas costas.  Então, pretendo trabalhar dando ideias para Riachuelo. Mas uma das coisas que acho é que aqui pode melhorar quando houver uma parceria maior com a prefeitura. Seja na organização do desfile ou através da Secretaria de Educação, que tem que trabalhar em parceria com os clubes para que os alunos se sensibilizem e venham restaurar a cultura barrense”

Adir Félix de Carvalho, 82 anos

 

“Havia um grupo que ia nas casas convidar as crianças. Na época, era construído aqui na praça, um barco muito grande, onde colocavam as crianças. Então, a professora Eunita Andrade foi na minha casa pedir para eu desfilar no Riachuelo. Minha mãe deixou. Aí, criei amor e continuei riachuelana. Eu tinha 10 anos, quando dona Eunita chegou na nossa casa. Antônio de Enoch era marceneiro que tinha aqui e fazia o barco. Herdou a missão do pai, Enoch Batista Pinto. O barco tinha até andar. Quando terminava o desfile, todos os clubes voltavam às suas sedes e subiam em seus palanques. No nosso caso era um barco, nos outros, um forte. Todos cantavam o hino e se despediam. Hoje não tem mais isso.

Celma Lima Brito

O barco palanque era uma das atrações do clube no passado. Foto: Riachuelo

“Primeiro eu quero parabenizar esta grande mulher (Hilda) por seu trabalho e pela forma transparente que atua. Isso é gratificante não só para os adeptos do Riachuelo, mas para toda a sociedade barrense. Isto aqui estava acabado. Hoje a gente entra no clube e se sente bem. Entrei no Riachuelo quando meu filho mais velho tinha cinco anos. Ele dizia, eu quero sair naquele barco. Não sei se Adir se lembra. Eu fui na casa de Adir e ela disse que ia colocar o menino. Lembra Adir? Nessa época, o barco ficava na rua e o desfile demorava a sair.  Deu meia-noite e meu filho disse: Mamãe, estou morrendo de sono, esse barco não vai andar não? ”. Túlio até hoje pergunta se eu lembro da história dele com o Riachuelo. Hoje ele está com 40 anos e mora em Barreiras, mas não esqueceu. Meu marido é Humaitá, o pessoal todo dele é Humaitá, mas todos os filhos são Riachuelo. Então, eu tenho um carinho muito grande pelo Riachuelo e também me identifico muito até pela questão das cores. É preciso alguém com muita liderança, como a Hilda, para nos dar essa alegria. Ela estava tirando recursos dela para os festejos. A preocupação de Hilda é que o clube angarie fundos, não espere só a prefeitura para seguir em frente”

Maria de Jesus da Rocha Barreto

 

Hilda Oliveira, presidente do clube

“Acho que nasci Riachuelo, mesmo sendo de Itajubaquara, distrito de Gentio do Ouro, aqui na serra. Meu pai tinha negócios. Passando por Barra para ir ao Piauí comprar pedras preciosas, que seriam vendidas no Rio de Janeiro, comprou uma casa e a gente mudou. Eu tinha 9 anos quando cheguei. Desde 1949 falavam em recuperar os clubes, mas ninguém fazia nada. Em 1960, quando ressuscitaram o Riachuelo, a gente entrou para valer. Meu pai fazia parte da direção, a gente participava de todos desfiles. Naquela época não tinha ajuda da prefeitura, cada clube bancava tudo. Os clubes faziam leilões com farofa de galinha, bolo, frutas de quintal, todo mundo levava algo. Vinha gente do interior e de Xique-Xique. As festas de arrecadação e os desfiles eram feitos na raça. Tinha um grupo que tomava conta da decoração, outro do cadastro de pessoas. Nesta época não tinha mensalidade, as pessoas davam o que podiam. Muito mais que uma mensalidade. Fazíamos as festas para arrecadar dinheiro para o São João. A gente fazia no BAC, criado por um carioca que trabalhava no Banco do Brasil. Há pouco tempo a prefeitura começou a ajudar e o povo se acomodou, não tem mais leilões, festas. A merrequinha que a prefeitura dá, eu discuto. Penso que tem que dar mais para valorizar o carro-chefe do São João de Barra. Eles dão tanto dinheiro para uma banda (até R$ 130 mil) que vem de fora e passa duas horas. É um absurdo. O máximo que a gente conseguiu foi R$ 30 mil e não cobre todas as despesas.”

Hilda Oliveira Filha, presidente do Riachuelo

(*) Crédito da foto principal da queima de fogos: Elias Rosal 

 

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