Onde amarrar o bode?

O atacadista Miro Lobo construiu há cinco anos um jardim entre o velho mercado de Xique-Xique, local que define como um antro que só tem “cachaça, rapariga e porcaria”, e o seu estabelecimento, do outro lado da rua.

Seu objetivo era permitir que as pessoas pudessem descansar sob a sombra das árvores em ambiente limpo, além de reduzir a má impressão que o mercadão passa para a população e visitantes. No mercado funcionam dezenas de bares e botecos.

Antes de Lobo fazer os canteiros, o calçamento e colocar uma corrente para evitar a entrada de veículos, o local era usado como ponto de venda de animais. Segundo Lobo, o pessoal da roça trazia cerca de 100 bodes e os amarrava nas árvores, às quartas e quintas-feiras. Não havia praça, nem calçamento. Só um área de terra batida.

Para evitar a destruição da vegetação e a sujeira no local após a obra, o comerciante decidiu radicalizar: mandou pintar a mensagem “Se amarrar bode eu solto” em dois lados do canteiro. Acrescentou nome e telefone para provar que estava falando sério. A partir daí, os animais passaram a ser vendidos em outro local.

Nascido em Feira de Santana, o vendedor de sal e ração diz que conseguiu acabar com o hábito dos xiquexiquenses depois que gastou R$ 1.500 para fazer o ”Jardim da Alegria”, que ele reforma anualmente.

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Jornalista, editor, professor e consultor, 59 anos. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
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