Dia: maio 25, 2017

Superproteção

A origem da figa ainda hoje é incerta, embora estudos encontrem a sua presença mais remota entre os etruscos. Este povo viveu na Etrúria, na península Itálica, na área equivalente à atual Toscana, por volta do século VII Antes de Cristo.

Inúmeros desses objetos foram encontrados nas ruínas de Pompéia.

Símbolo de fertilidade (o polegar entre os dedos indicador e médio sugerem a penetração peniana na genitália feminina) originalmente era usado por mulheres e crianças, servindo para afastar o “malefício da infertilidade”, considerada verdadeira maldição.

Com o passar do tempo, a figa foi “ganhando poderes”, passando a servir como objeto protetor (amuleto) contra qualquer infortúnio, principalmente contra mau olhado.

O português colonizador a trouxe para o Brasil e logo foi adotado pelas religiões de matrizes africanas como amuleto que “fecha o corpo”.

Em maio de 2014, ao ser interrogada em um ambulatório sobre o amuleto, a mãe do bebê de 26 dias (foto acima), uma jovem de 19 anos, explicou:

“A figa dourada mode decorar e figa verdadeira de pauzinho de arruda mode olho ruim.”

Este objeto também foi passado, no sertão paraibano, por ciganas para seus filhos, pois acreditavam ser capaz de evitar agressões físicas e espirituais, afastar feitiços e influências negativas.

Recomenda-se que seja levado junto ao corpo para servir como proteção. Quando uma figa se parte deve ser jogada fora, pois já cumpriu sua função. Se perdida, não deve ser procurada.