Projeto Arredores

Projeto Arredores

Diversas comunidades localizadas no interior da Bahia preservam as suas atividades culturais resignificando suas tradições resistindo aos processos da globalização, hora vezes adaptando a esses processos.

Na fase inicial do projeto Arredores (2013) estive com comunidades, grupos e indivíduos participando das tradições locais, das relações construídas na vida cotidiana das comunidades, dos processos de plantio e de colheita, entre outros.

São comunidades que, infelizmente, sofrem por conta das conseqüências das secas e com a marginalização no olhar do estado, mas, por outro lado vivenciam a espontaneidade e veracidade nas tradições de raízes, em síntese demonstrando traços de resistência cultural. Esta reafirmação somada à persistência de um povo que luta constantemente evidencia a defesa da identidade, esta cada vez mais prejudicada pelas novas ideologias da globalização.

A construção do projeto caracteriza-se, também, pela tentativa de ressignificação da memória. As minhas vivências com as comunidades se organizam como conjunto de experiências partilhadas, que buscam contemplar as relações de alteridade.

Comunidades, grupos e indivíduos ao abrirem as portas de suas casas e das memórias fortalecem de fato a ideologia destas reafirmações. A fotografia está como importante instrumento de representação destas memórias sendo (entre outros) elemento facilitador nos diálogos tanto para com as comunidades visitadas nos territórios de identidades quanto para o espectador.

A EXPOSIÇÃO

O perfil de Micael

 

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