Marcas da matança

Marcas da matança

As marcas das balas do assassinato de sete soldados por Lampião e seu bando foram cobertas com cimento e tinta. No local da chacina, uma placa em homenagem aos policiais mortos, colocada pela prefeitura de Queimadas (BA) e a Polícia Militar. No local, funcionava o quartel e a cadeia pública, de onde os “macacos” – foma como o cangaceiro tratava os policiais – foram arrancados. Até recentemente, funcionou como xadrez, mas a ameaça de desabamento fez com que fosse desativada.

No cemitério municipal, há um túmulo para marcar o episódio e lembrar os homens que a PM considera heróis. No entanto, segundo Lúcio Coveiro, nem todos os mortos foram sepultados no mesmo local como faz crer a placa posta na sepultura. Lúcio e seus ajudantes contam que a homenagem aconteceu há dois anos. De lá para cá, poucos policiais apareceram no cemitério para conhecer mais da história de seus colegas.

A invasão de Lampião

 

Jornalista, 58 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
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