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A baraúna

A baraúna é uma árvore resistente da caatinga, que atinge entre seis e 15 metros de altura na fase adulta. Sua madeira é utilizada para fazer mourões, estacas, postes, portais, moendas, prensa de casa de farinha, pilões, lenha e carvão.

Na medicina popular, segundo o Centro Nordestino de Informações sobre Plantas (CNIP), é usada no tratamento da histeria, nervosismo, dor de dente e de ouvido, assim como para combater vermes em animais domésticos.

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O fantástico mundo de Sebastião – Final

O raizeiro Sebastião Jovino da Costa relata histórias fantásticas que jura ter vivido nos 19 anos que atuou como pai de santo. Nelas, passeia por outras dimensões, conhece seres fabulosos e até sofre uma perseguição do diabo, que tenta obrigá-lo a trabalhar com as linhas avessas da umbanda. O tormento imposto pelo tinhoso foi transformado em conto pelo premiado escritor araciense Franklin Carvalho, autor dos livros Céus e Terra (2016), O Encourado (2009) e Câmara e Cadeia (2004).

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O fantástico mundo de Sebastião – Parte I

No box 56, ao lado do mercado da farinha, o paraibano Sebastião Jovino da Costa oferece a cura para diversas doenças, através das ervas e cascas de árvores que comercializa, e histórias fantásticas do tempo em que atuou como pai de santo. Paraibano de Picuí, na divisa com o Rio Grande do Norte, Sebastião Raizeiro oferece aproximadamente 200 tipos de ervas, cascas de árvore óleos e garrafadas, além de muita conversa no cantinho da feira de Araci, no sertão baiano.

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Arte garrincheira

Tudo começou assim: José Lopes Carneiro, o Inho, caminhava pela caatinga quando viu um pedaço de pau que lembrava uma figura humana. Ele pegou e guardou. Com o tempo, passou a prestar mais atenção no que esbarrava pelo caminho quando ia ajuntar vacas no fundo de pasto. Raízes e pedaços de árvores pareciam ratos, camelos, animais diversos.

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Cemitério dos Anjos

O poeta gaúcho Mário Quintana escreveu que em um portão de cemitério se encontram uma estrela, quando se nasce, e uma cruz, ao morrer. Prosseguiu, ressaltando que muitos que se encontram lá hão de emendar que seria mais correto por uma cruz no princípio e a luz da estrela no fim. No Cemitério dos Anjos, construção mais antiga de Araci, município do sertão baiano, a maioria dos que repousam nas covas, muitas delas pequenos murundus marcados com pedaços de galhos, não tiveram tempo de carregar o madeiro nem ver o brilho dos astros.

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