Meus Sertões

O São João de Barra

Um dos mais tradicionais e belos festejos de São João na Bahia ocorre na cidade de Barra. São cerca de 15 horas até lá, saindo de ônibus de Salvador. É o único local do Brasil que mistura uma tradição, a de “comer fogueiras”, e um fato histórico, a Guerra do Paraguai. Os clubes Curuzu, Humaitá e Riachuelo são responsáveis pelas principais atrações. As festas incluem também shows de forró. …Visualizar o restante

A batalha mais longa de Barra

As relações entre as duas mais populares agremiações juninas da cidade de Barra (BA) variaram com o tempo, oscilando entre a troca de gentilezas, quando Humaitá e Curuzu desfilavam juntos e subiam no palanque um do outro, e disputas violentas. Hoje, há rivalidade, mas nem próximo do que aconteceu em 1959, segundo o ex-presidente e mestre fogueteiro Francisco dos Santos, o Chiota. É ele quem nos conta como foi a maior de todas as batalhas entre as duas agremiações, história repassada por gerações e que não sai da memória dos mais velhos.

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A preparação do arsenal

Francisco dos Santos, o Chiota, ex-presidente do Humaitá e funcionário aposentado do Banco do Brasil, é um dos três últimos mestres fogueteiros que produzem busca-pés para as festas de São João, em Barra (BA), onde clubes com nomes de batalhas da Guerra do Paraguai fazem uma bela festa. A cidade já teve oito fogueteiros, mas dois desistiram da função e os outros três morreram. …Visualizar o restante

O clube dos fogos de cores

Trinta e cinco anos depois do fim da Guerra do Paraguai, os moradores da rua Jaguara, hoje Marechal Deodoro da Fonseca, e das imediações do Palácio Episcopal, na cidade de Barra (BA) criaram um grupo chamado União Central, e levantaram um mastro embandeirado. No ano seguinte, o mais novo dos clubes que faria a única festa de São João, lembrando a guerra da qual vários barrenses participaram, mudou de nome. Virou Riachuelo, batalha naval vencida pelos brasileiros em 11 de junho de 1865, sete meses depois do início do conflito que se estenderia até março de 1870 e causaria danos econômicos para os países envolvidos, além de dizimar grande parcela da população de homens paraguaios maiores de 20 anos. …Visualizar o restante

Claudinha Perigo

No campo de batalha, a mais valente das soldadas transforma o perigo em uma sensação maravilhosa que só quem está dentro do fogo é capaz de sentir. Faíscas, chamas e explosões fazem Claudia Regina Damacena dos Santos ganhar mais coragem. Ela se joga no chão, levanta, deixa as bombas explodirem na mão. Os riscos a libertam da dureza dos dias em que não está vestida com a farda do Forte Humaitá, mostrando suas habilidades. É ela quem atrai um número maior de fãs no São João da cidade de Barra, na Bahia, às margens dos rios Grande e São Francisco. …Visualizar o restante

Travessias do São Francisco

O ônibus que faz a linha Salvador-Barra para de repente na estrada, após 13h30 de viagem. Os faróis do veículo da empresa Cidade Sol são a única iluminação. Um pouco adiante, se vê três pessoas, próximas a uma moita. “Por que parou? ”, pergunta um dos quatro passageiros que ainda estão no veículo após 12 paradas em cidades e povoados. A explicação é simples: a estrada acabou. É preciso esperar a balsa para seguir até Barra. …Visualizar o restante

O espetáculo circense da transposição

Este ano completa uma década que Dom Luiz Flávio Cappio, bispo da diocese de Barra (BA) fez pela segunda vez greve de fome em favor da revitalização do rio São Francisco e da população ribeirinha. Dom Luiz sempre defendeu que se uma pessoa anêmica não pode doar sangue, um rio doente não pode ter suas águas transpostas para outras localidades antes de ser revitalizado. Em entrevista exclusiva ao site Meus Sertões ele avalia o que está ocorrendo com o São Francisco e avalia a decisão do governo federal de tocar a qualquer custo a obra de transposição, transformada, segundo o religioso, num espetáculo circense. …Visualizar o restante