Meus Sertões

As memórias de Sento Sé

Pedagoga, jornalista e mestranda em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental, na Universidade Estadual da Bahia (Uneb), a juazeirense Adzamara Rejane Palha Amaral, 41 anos, tem dedicado a vida acadêmica aos impactos causados pela Barragem de Sobradinho, em Sento Sé, terra de seus antepassados desde que os bisavós se mudaram da vizinha Pilão Arcado para o povoado de Brejo da Brasida.

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Pescadores em barragem

Pescadores do rio São Francisco, que agoniza lentamente, conseguem sobreviver de seu trabalho em raros redutos. Um deles é no lago da barragem da Usina Hidrelétrica de Itaparica (hoje chamada de Luiz Gonzaga), no rio São Francisco, entre os estados de Pernambuco e Bahia. Lá, conseguem pescar tilápias, curimatãs, caris e piranhas, que são vendidos as feiras das cidades de Floresta e Belém de São Francisco, no lado pernambucano.

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Frei Damião: o homem

O padre italiano Pier Antonio Miglio, 65 anos, 40 deles dedicados aos sertanejos e ao sertão, conheceu bem seu conterrâneo Frei Damião. Nas dioceses de Paulo Afonso (BA) e Floresta (PE), ele teve a oportunidade de se encontrar várias vezes com o capuchinho, tendo inclusive recebido ele como hóspede em casa. Antonio desmistifica a imagem normalmente atribuída ao homem que está para ser santificado pelo papa Francisco:

“Eu tive a sorte de conhecer Frei Damião. Ele era realmente uma pessoa única no mundo dele, era uma graça. Nada a ver com o que diziam:  que ele não comia, que ele não pisava no chão, que ele fazia penitência. Na minha casa ele tomava refrigerante com todo gosto e botava os biscoitos champanhe no refrigerante ” – conta.

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Velhos vaqueiros, bois e mandingas

Essa é a história do vaqueiro Getúlio Rodrigues de Souza, o Tucha, 75 anos. Mas nesse contar vai aparecer muitas vezes seu parceiro de montaria e profissão Miguel Alves Pereira, 71 anos, cuja história já foi publicada em Meus Sertões. Essa uma hora de prosear foi preenchida com aventuras, mistérios e uma visita ao local onde Tucha ainda guarda o terno de couro, os lendários facões da marca Corneta e outros instrumentos do tempo em que para ver um carro demorava dias.

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ABC do sertão

A quadrilha junina Forró do ABC, a mais antiga em atividade na capital baiana, se inspirou na obra de Graciliano Ramos para disputar os títulos dos campeonatos estadual, regional e nacional deste ano. O primeiro lugar no festival Galinho 2019, realizado pela TV Aratu, no início do mês, aumentou a confiança dos 150 integrantes no enredo “Ser Tão Bom”, livre adaptação do romance “Vidas Secas”.

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Toada para a Fábrica Peixe

O poeta e cantador José Cosme de Lima, o Zé Galego, 67 anos, vive hoje em um abrigo para idosos, em Arcoverde (PE). No entanto, só precisa de milésimos de segundo para reencontrar o passado, que ficou na terra natal, Pesqueira, a 43 quilômetros de distância, e de dois minutos para cantar a toada que fez sobre a fábrica Peixe, motivo de orgulho para os pesqueirenses por um século.

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Mestre Assis Calixto

É de coco que não é fruta – é samba – e de pedaço de pau, mulungu, pano, cascas, raízes, e disco de vinil virado em bicho e bonecos que vive Francisco de Assis Calixto Montenegro, o Mestre Assis Calixto, 74 anos. Aliás a música e o artesanato dão sustentação ao Coco Raízes da cidade de Arcoverde, a pouco mais de 250 quilômetros de distância de Recife, capital pernambucana.

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Retrato escravo

A exposição “Retrato Escravo” de dois dos mais renomados fotógrafos brasileiros na área dos direitos humanos, João Roberto Ripper e Sérgio Carvalho, será inaugurada no dia 30 de maio, às 14 horas no Memorial do Trabalhador, na Avenida Sete de Setembro 2563, no Corredor da Vitória, em Salvador. Realizada pela Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), com apoio de outras entidades ligadas ao combate do trabalho escravo no Nordeste e no Brasil, a mostra de 31 fotos não tem data definida para o encerramento.

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