Rastros místicos

Há uma antiga crença, que atravessa séculos e continentes, na qual o rastro de uma pessoa pode ser usado para prejudicá-la.  E que da areia do rastro é possível fazer feitiços e remédios para curas diversas. É sobre isto que a médica e pesquisadora de cultura popular, Helenita Monte de Hollanda, discorre neste vídeo e conta casos que vão do sertão à Oceania. De quebra, revela uma reza feita sobre rastros usada para curar dor de dente e outros males, que aprendeu com afamado rezador Pedro Santinho.

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Meu Mano

Convivi na infância com “Meu Mano”. Ele foi meu colega de escola. Filho de um casal de pescadores, morou em rancharias, onde o pessoal passava temporadas e ia para pescar. Seu nome verdadeiro é Antônio Carlos.

Ele se destacou como jogador de futebol, tocador de violão e compositor. No entanto, o que sempre gostou mais foi dançar. Nos anos 80, o pessoal fazia roda para ver ele dançando nas casas Kalimba, Casarão e 54. Ele inventava passos, não dançava igual a ninguém. “Meu Mano” é um personagem querido de Xique-Xique. O estilo dele é inigualável como vemos no vídeo abaixo.

 

A vingança

Cristino Gomes da Silva Cleto, o Corisco, havia deixado o cangaço para servir a um coronel na região da atual cidade de Senhor do Bonfim, na Bahia. Além de prestar serviços ao patrão, matava animais para vender as carnes. Foi aí que passou a ser perseguido pelo delegado Herculano Borges, que cobrava impostos indevidos.

Corisco se rebelou contra a atitude do policial e foi preso, prometendo vingança. A perseguição de Homero atingiu pessoas próximas ao “Diabo Louro”, que voltou a ser cangaceiro e cumpriu a promessa contra o delegado.

Acompanhe a entrevista feita por Helenita Monte de Hollanda, médica e pesquisadora de cultura popular, e Biaggio Talento, jornalista, com o pesquisador potiguar Múcio Procópio.

Fogo domado

A descoberta do fogo lá no surgimento das primeiras civilizações certamente deveu -se a incêndios provocados por raios que, de origens desconhecidas, causavam espanto e medo, mas não demorou a assumir caráter sagrado e a ser colocado a serviço do homem a tal ponto que maldita era a casa que não tivesse sempre um fogo aceso, o que era vergonha para o seu proprietário.

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