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Cristo indígena

O Cristo indígena, nascido no bioma caatinga castigado e maltratado pelo homem com sua ganância usurpadora. O Menino Deus que respira o cheiro da umburana, da juremeiras e dos licuris e está cercado de umbus, que dão mais gosto a cada amanhecer. Da caatinga, as flores dos gravatás, das macambiras e dos incós perfumam o ambiente. Os ipês amarelos, os calumbis e a barriguda embelezam com maestria o solo seco e rachado de massapê. O canto dos coleiros, bem-te-vis e nambus fazem a sinfonia, enquanto uma gota de chuva multiplica os milagres e deixa o verde acontecer.

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Ode a Odorico

No dia 31 de outubro de 1916, na fazenda Canavial, bem próximo ao engenho de açúcar, nasceu um menino forte e valente chamado Odorico Lucílio Carneiro, que trazia nas veias o sangue poeta de encantador de sonhos infantis. Seus pais, José Figueredo Carneiro e Maria Julieta Friandes Cedraz contemplavam o rosto do pequeno bebê, que não nascera em sua residência.

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Memórias

O Cangaço, movimento armado iniciado final do século XIX por nordestinos nômades em torno de disputas de terras, vinganças e rebeldias, teve em Virgulino Ferreira, Lampião, um ícone cujo nome se perpetua Brasil e mundo afora, temperado pelo sempre rico imaginário popular que acentua maldades e mitifica benesses que faz do homem o mito de quem hoje ainda se escuta falar envolto em fantasias que o tempo só aumenta.

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