Autor: Paulo Oliveira

Romeiro escapa de onça por milagre

O agricultor José Rodrigues dos Santos, em atividade aos 97 anos, é um personagem grandioso. Nascido no povoado de Cajueiro, viu o local se transformar em distrito de São José da Tapera, pertencente ao município de Pão de Açúcar, Alagoas, e depois se emancipar. Foi lá que conheceu o beato Pedro Batista, que seguiu até Santa Brígida, na Bahia, e de quem se tornou homem de confiança e cuidador.

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Especial seca

A série “Especial Seca” mostra a realidade dos produtores rurais e criadores de animais durante o período de estiagem no sertão baiano. Dos seis capítulos, cinco têm nomes de fazendas e sítios, com diferentes realidades.
O único que não segue esta regra é a entrevista com o padre Alberto, de Canudos, nascido da região e que, a partir de sua experiência com os  sertanejos, faz uma análise muito interessante sobre a convivência com o semiárido.

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Pescadores em barragem

Pescadores do rio São Francisco, que agoniza lentamente, conseguem sobreviver de seu trabalho em raros redutos. Um deles é no lago da barragem da Usina Hidrelétrica de Itaparica (hoje chamada de Luiz Gonzaga), no rio São Francisco, entre os estados de Pernambuco e Bahia. Lá, conseguem pescar tilápias, curimatãs, caris e piranhas, que são vendidos as feiras das cidades de Floresta e Belém de São Francisco, no lado pernambucano.

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Frei Damião: o homem

O padre italiano Pier Antonio Miglio, 65 anos, 40 deles dedicados aos sertanejos e ao sertão, conheceu bem seu conterrâneo Frei Damião. Nas dioceses de Paulo Afonso (BA) e Floresta (PE), ele teve a oportunidade de se encontrar várias vezes com o capuchinho, tendo inclusive recebido ele como hóspede em casa. Antonio desmistifica a imagem normalmente atribuída ao homem que está para ser santificado pelo papa Francisco:

“Eu tive a sorte de conhecer Frei Damião. Ele era realmente uma pessoa única no mundo dele, era uma graça. Nada a ver com o que diziam:  que ele não comia, que ele não pisava no chão, que ele fazia penitência. Na minha casa ele tomava refrigerante com todo gosto e botava os biscoitos champanhe no refrigerante ” – conta.

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Velhos vaqueiros, bois e mandingas

Essa é a história do vaqueiro Getúlio Rodrigues de Souza, o Tucha, 75 anos. Mas nesse contar vai aparecer muitas vezes seu parceiro de montaria e profissão Miguel Alves Pereira, 71 anos, cuja história já foi publicada em Meus Sertões. Essa uma hora de prosear foi preenchida com aventuras, mistérios e uma visita ao local onde Tucha ainda guarda o terno de couro, os lendários facões da marca Corneta e outros instrumentos do tempo em que para ver um carro demorava dias.

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ABC do sertão

A quadrilha junina Forró do ABC, a mais antiga em atividade na capital baiana, se inspirou na obra de Graciliano Ramos para disputar os títulos dos campeonatos estadual, regional e nacional deste ano. O primeiro lugar no festival Galinho 2019, realizado pela TV Aratu, no início do mês, aumentou a confiança dos 150 integrantes no enredo “Ser Tão Bom”, livre adaptação do romance “Vidas Secas”.

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Toada para a Fábrica Peixe

O poeta e cantador José Cosme de Lima, o Zé Galego, 67 anos, vive hoje em um abrigo para idosos, em Arcoverde (PE). No entanto, só precisa de milésimos de segundo para reencontrar o passado, que ficou na terra natal, Pesqueira, a 43 quilômetros de distância, e de dois minutos para cantar a toada que fez sobre a fábrica Peixe, motivo de orgulho para os pesqueirenses por um século.

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Mestre Assis Calixto

É de coco que não é fruta – é samba – e de pedaço de pau, mulungu, pano, cascas, raízes, e disco de vinil virado em bicho e bonecos que vive Francisco de Assis Calixto Montenegro, o Mestre Assis Calixto, 74 anos. Aliás a música e o artesanato dão sustentação ao Coco Raízes da cidade de Arcoverde, a pouco mais de 250 quilômetros de distância de Recife, capital pernambucana.

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