Próximo do fim

Zé Vítor é tranquilo, simples, gosta de contar histórias vividas por ele e por seus companheiros. Mas para Rodelas ele tem uma importância ímpar: é o último dos antigos penitentes – restam poucos mais jovens, mas que estão afastados das atividades religiosas. A história deste grupo secular e de fé católica, que cumpre sua jornada religiosa com maior vigor durante a Quaresma, pode chegar ao fim. …Visualizar o restante

Rivalidade

Um dos mais longevos clássicos do futebol do interior nordestino é disputado há quase 70 anos em Rodelas, na região norte da Bahia, a 550 km de Salvador. No dia 7 de setembro, e apenas naquele dia, os times do Verde e do Amarelo entram em campo para alimentar uma rivalidade iniciada em meados dos anos 50. E a cidade se divide entre torcedores das duas cores. Ou torce pelo Verde ou pelo Amarelo. Não existe meio-termo – a não ser que se tenha chegado muito recentemente e ainda não tenha tido tempo para posicionar-se. …Visualizar o restante

Arte abandonada

É preciso se posicionar a alguns metros de distância para vê-lo por completo. Para senti-lo é necessário que se aproxime. Ao aumentar o seu campo de visão, o viajante vai observar em detalhe todas as histórias contadas em uma das três partes do painel, em forma de mural, finalizado em 1967 pelo artista plástico Lênio Braga, com participação do ceramista alemão Horst Udo Knoff, na Estação Rodoviária de Feira de Santana. Versos e figuras em cordel, cores e textura são uma aula de “sertanejidade”, de “feiradesantanidade”, de “nordestinidade”. …Visualizar o restante

Cidade submersa

Dos mais de três séculos de história de Rodelas restaram apenas o grande caldeirão de lembranças do seu povo e a saudade, dor que não passa. Há 29 anos, a contragosto, os rodelenses protagonizaram uma triste festa de despedida. Empurrados por canções que viraram hinos, carregaram nos ombros, ladeira arriba até a nova cidade, os andores com as imagens dos santos de devoção. Deixaram para trás o passado. …Visualizar o restante