Autor: Helenita Monte de Hollanda

Memórias

O Cangaço, movimento armado iniciado final do século XIX por nordestinos nômades em torno de disputas de terras, vinganças e rebeldias, teve em Virgulino Ferreira, Lampião, um ícone cujo nome se perpetua Brasil e mundo afora, temperado pelo sempre rico imaginário popular que acentua maldades e mitifica benesses que faz do homem o mito de quem hoje ainda se escuta falar envolto em fantasias que o tempo só aumenta.

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As bordadeiras

Numa casa com três irmãs na zona rural de Caicó seria previsível encontrarmos, no mínimo, uma bordadeira! Ali encontramos duas e alegria e acolhimento de sobra numa visita rápida e desavisada entre bastidores, fios coloridos e muitas risadas diminuindo em nós a frustração por não conseguirmos tempo para explorar com maior zelo e detalhes a arte dos bordados que confere fama nacional ao município.

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Papa-figo

A história do Papa-figo não tem nada a ver com alguém que gosta dos frutos da figueira. Tem a ver com o roubo de crianças por pessoas que para se livrar de doenças precisam comer um importante órgão humano com capacidade de regeneração. A professora Alexandra Pericão nos lembra que esse mito rural  também foi propagado no Nordeste em versos como os do poeta popular Abraão Batista:

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Medo de formiga

A médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda coletou muitas histórias de botijas escondidas onde estariam depositadas fortunas em moedas antigas ou de ouro. Cada uma delas tem uma particularidade. Na de hoje, Maria Odália dos Reis, 85 anos, do povoado Olhos d’Água, em Tucano (BA), perdeu a chance de encontrar um tesouro por ter medo de inseto.

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