Nasceu e cresceu numa típica família brasileira. Potiguar, morando na Bahia há vinte anos, é médica de formação e pesquisadora da cultura popular. Nos últimos 10 anos abandonou a sua especialidade em cardiologia e ultrassonografia vascular para atuar como médica da família na Bahia e no Rio Grande do Norte, onde passou a recolher histórias e saberes. Nessa jornada publicou cinco livros.”. No final de 2015 passou temporada no Amazonas recolhendo saberes indígenas.

Sempre vivas

Entre os diamantes que encontrei durante o meu período garimpando na Chapada, Seu Moreno foi um dos de maior quilate. Primeiro como paciente e depois como amigo, fomos desdobrando o nosso tempo em conversas e passeios no paraíso de Tapiacanga, em Mucugê, regado a delicioso café colhido ali mesmo no quintal e pilado pelos braços ainda fortes daquele com quem me dei a conversas que ficaram na batéia do meu coração até hoje.

Filho de família tão típica do lugar, viveu do que pode: café, garimpo, coleta de sempre vivas, arroz… E é nesse trânsito familiar e pessoal que ele nos conta a história da região diamantina com as suas riquezas e dificuldades.

Da lembrança da sua casa ainda me vem o cheiro dos biscoitinhos de polvilho feitos pela neta e servidos com tanta generosidade e asseio que me sentia ali visita importante.

 

Destino traçado

O fatalismo, crença que considera que todos os acontecimentos produzidos de forma irrevogável, está presente na filosofia greco-romana, na cultura latina e na doutrina cristã da Divina Providência. Em todas elas, acredita-se que todos os acontecimentos ocorrem de acordo com o destino fixo e inexorável, traçado por um poder sobrenatural e não controlado pela vontade humana. …Visualizar o restante