Autor: Helenita Monte de Hollanda

O Boa Noite

“Farás para Aarão, teu irmão, vestimentas sagradas para esplendor e ornamento (…) um peitoral, um efod*, um manto, uma túnica bordada, um turbante e um cinto.” Assim Iaveh Deus se dirige a Moisés prescrevendo como deverão ser as vestimentas dos seus sacerdotes.

Aí temos uma das primeiras referências escritas a arte de bordar, mas sabemos que está na pré história a origem do ainda hoje popular ponto cruz, no tempo em que fios grossos de couro de animais ou finíssimo, desfiados dos seus intestinos, serviam à trama que traz, já em seus começos, o fim de ser arte.

O mister de bordar é endêmico em Ilha do Ferro, de onde o nosso canal se despede hoje com os desfiados e tramas de Dona Gilvânia, esposa do também artista Aberaldo, e uma das muitas apaixonadas pela arte no lugarejo.

Nesse distrito de não fácil acesso, o tipo de bordado mais popular é o “boa noite” que consiste em desfiar o tecido para então recompô-lo com novo formato em basicamente três tipos de tramas: simples, em flor e cheio.

(*) Veste do Sumo Sacerdote de Israel no estilo de túnica ou avental.

A arte de Vavan

No terceiro dos 10 capítulos da série “Artistas Populares do Nordestes”, realizado pelo canal Cultura Popular Brasileira, parceiro do site Meus Sertões, a médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda  e o jornalista Biaggio Talento nos contam a história do artesão Vavan, da Ilha dos Ferros, município de Pão de Açúcar (AL).

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