Ano: 2019

Fora de rota

Sábado, 27 de abril de 2019, rodoviária de Arcoverde, no sertão pernambucano. Às 19 horas, encosta o ônibus da Viação Progresso, número de série 6141, placa NYX-1179. O motorista desce agitado do veículo. Só há dois passageiros para o embarque. Eu e o fotógrafo Severino Silva. Nosso destino é Paulo Afonso (BA). A passagem custa R$ 49,90, incluindo os R$ 6,30 da taxa de embarque.

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Romaria Pankararu


A relação entre o padrinho Pedro Batista da Silva (1888 – 1967), beato e conselheiro estabelecido em Santa Brígida (BA), a Madrinha Dodô (1902 – 1998), seguidora e herdeira espiritual de Batista, e os indígenas Pankararu se consolidou graças a Maria Bárbara Binga (1917-1993), indígena batizada pelo padre Cícero, devota dos padrinhos e criadora do grupo de penitentes da aldeia de Brejo dos Padres.

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Guaraná abençoado

Depois do guaraná Jesus, refrigerante de coloração rosa, com toque de cravo e canela, inventado por um farmacêutico maranhense, em 1927, surge uma nova tubaína sagrada. É o guaraná Madrinha Dodô, fabricado em um depósito, em Santa Brígida, no sertão baiano, pelo ex-funcionário da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Ivanildo Gomes de Melo, 80 anos.

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Miguel.

Miguel Alves Pereira, 72 anos, estudou pouco e trabalhou muito. Foi vaqueiro e também tocava carros de bois para encher nove vagões de trem da Leste por semana. Ele fala com prazer dos marruás que capturou, de como conquistou o coração da mulher, Maria Rosa Pereira, 68 anos, da criação dos filhos, da seca de 1976 e da vida em Malhada de Pedras, onde nasceu e se criou. Conversar com seu Miguel é viajar no tempo por horas a fio sem cansar. Bem, vamos parar o falatório e deixar ele contar a própria história com a ajuda de Maria.

Maria Rosa Pereira, 68 anos, dona de casa e artesã. Foto: Paulo Oliveira
Maria Rosa Pereira, 68 anos, dona de casa e artesã. Foto: Paulo Oliveira

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Forró no escuro

Antônio Carneiro de Oliveira, o Antônio de Roque, 76 anos, é ex-caminhoneiro, ex-vereador e tem o dom para consertar e criar mecanismos diversos. Com tantas histórias para contar, ele aparecerá mais vezes em Meus Sertões. No entanto, escolhemos um episódio marcante na história de Ichu (BA) para a estreia deste fabuloso personagem.

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Ritos fúnebres

A morte: costumes, crenças e tradições fúnebres no sertão

Edcarlos  Araújo de Almeida

Muitas pessoas não gostam de falar da morte, muitas pessoas não se preparam para a morte, muitas pessoas tem medo da irmã morte. Ó morte, quem és tu? Por que trazes tanto pavor e medo, se és a única certeza que temos na vida?

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