Ano: 2019

Miguel.

Miguel Alves Pereira, 72 anos, estudou pouco e trabalhou muito. Foi vaqueiro e também tocava carros de bois para encher nove vagões de trem da Leste por semana. Ele fala com prazer dos marruás que capturou, de como conquistou o coração da mulher, Maria Rosa Pereira, 68 anos, da criação dos filhos, da seca de 1976 e da vida em Malhada de Pedras, onde nasceu e se criou. Conversar com seu Miguel é viajar no tempo por horas a fio sem cansar. Bem, vamos parar o falatório e deixar ele contar a própria história com a ajuda de Maria.

Maria Rosa Pereira, 68 anos, dona de casa e artesã. Foto: Paulo Oliveira
Maria Rosa Pereira, 68 anos, dona de casa e artesã. Foto: Paulo Oliveira

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Forró no escuro

Antônio Carneiro de Oliveira, o Antônio de Roque, 76 anos, é ex-caminhoneiro, ex-vereador e tem o dom para consertar e criar mecanismos diversos. Com tantas histórias para contar, ele aparecerá mais vezes em Meus Sertões. No entanto, escolhemos um episódio marcante na história de Ichu (BA) para a estreia deste fabuloso personagem.

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Ritos fúnebres

A morte: costumes, crenças e tradições fúnebres no sertão

Edcarlos  Araújo de Almeida

Muitas pessoas não gostam de falar da morte, muitas pessoas não se preparam para a morte, muitas pessoas tem medo da irmã morte. Ó morte, quem és tu? Por que trazes tanto pavor e medo, se és a única certeza que temos na vida?

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Romaria na Semana Santa

A menos de 15 dias do início da Semana Santa, Meus Sertões reconstitui com fotos o caminho da procissão que sai da Igreja do Sagrado Coração de Jesus e vai até ao Santuário da Santa Cruz, em Monte Santo (BA). A romaria, que reproduz a Via Sacra, foi o mesmo caminho percorrido pelos homens de Antônio Conselheiro, que o levaram de maca até o local onde o frei Apolônio de Toddi determinou, no século 18, a construção de um dos templos mais procurados pelos sertanejos na Sexta-Feira da Paixão e no dia de Todos os Santos, em novembro.

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Rastros místicos

Há uma antiga crença, que atravessa séculos e continentes, na qual o rastro de uma pessoa pode ser usado para prejudicá-la.  E que da areia do rastro é possível fazer feitiços e remédios para curas diversas. É sobre isto que a médica e pesquisadora de cultura popular, Helenita Monte de Hollanda, discorre neste vídeo e conta casos que vão do sertão à Oceania. De quebra, revela uma reza feita sobre rastros usada para curar dor de dente e outros males, que aprendeu com afamado rezador Pedro Santinho.

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