Perna cabeluda

Perna cabeluda

A Perna Cabeluda, criação do Radialista Jota Ferreira para preencher um espaço do noticiário radiofônico na década de 70 foi um assombro! E ele mesmo teve que levar ao ar as ocorrências envolvendo uma entidade misteriosa que de apelido de um homem virou um membro apenas, assombrando e surrando pessoas! Não há pernambucano que não conheça pelo menos um causo envolvendo algum amigo de amigo que seja.

Famosa, foi cantada em música da Nação Zumbi ao caracterizar um personagem valentão, Galeguinho do Coque, que não tinha medo da Perna Cabeluda.

O "causo" levou pânico e medo às ruas de Recife (PE)
O “causo” levou pânico e medo às ruas de Recife (PE).Imagem: Blog Comunidade Cultural

As histórias sensacionais e pitorescas que surgem de equívocos ou invencionices e que chamamos de lendas urbanas são aquelas que, não sendo necessariamente objeto de sociedades primitivas e tradicionais, são lendas que surgem de formas inusitadas no meio do povo sempre afeito a dar crédito e imortalizar o que de fabuloso pode ocorrer.

O Brasil é terreno fértil para a propagação de tais assuntos conquanto seja universal a tendência humana a criar e perpetuar com altas doses de sensacionalismo fixando na sociedade o quê de verdade que serve para reforçar o fascínio pelo medo que, percebemos, é tão próprio do homem contemporâneo quanto foi daquele do passado.

Da lenda contada hoje por um assinante do nosso canal, o recifense Waldeci Vasconcelos, conhecemos o início e resistimos ao desejo de um teorizar sobre a psicologia das massas que está, de certa forma, ligada ao processo pelo qual um fato transforma-se em lenda.

Deixemos Freud. Por enquanto!

Nasceu e cresceu numa típica família brasileira. Potiguar, morando na Bahia há vinte anos, é médica de formação e pesquisadora da cultura popular. Nos últimos 10 anos abandonou a sua especialidade em cardiologia e ultrassonografia vascular para atuar como médica da família na Bahia e no Rio Grande do Norte, onde passou a recolher histórias e saberes. Nessa jornada publicou cinco livros.”. No final de 2015 passou temporada no Amazonas recolhendo saberes indígenas.
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