O milagre

O milagre

Nascido Pio Gianotti, na Toscana, em 1898, filho de camponeses italianos, frade capuchinho formado em Roma e ex soldado do exército italiano na primeira Grande Guerra, o nosso Frei Damião chegou ao Brasil pelas portas de Recife em 1923.

Famoso pelas suas peregrinações e romarias, logo ficou conhecido como o Missionário dos Sertões. O seu ministério sempre foi entre as gentes e já em vida tinha a fama de santo. Ao ser perguntado sobre o seu papel nas grandes missões empreendidas e estimuladas pela Igreja Católica disse que era “livrá-los do Demônio que queria afastá-los da Igreja e fazê-los abraçar outro credo […]”.

As missões eram verdadeiras cruzadas que duravam dias e se estendiam por regiões remotas e levava os pregadores mais ardentes e piedosos aos palanques para espalhar a palavra de Deus e da Igreja aos fiéis, ouvir confissões e celebrar sacramentos.

Santo do povo a quem se atribui curas e outros prodígios, Frei Damião, que aguarda a honra dos altares pela Igreja, foi considerado venerável pelo Papa Franciscod e está a um passo da santificação.

Sempre com um terço e crucifixo nas mãos, encontramos estátuas do santo do povo por todo o Nordeste, falecido em 31 de maio de 1997, aos 99 anos. Falas sobre ele podem ser colhidas ainda por onde ele passou. Em São José de Mipibu (RN), a paraibana  Maria Verônica conta o que considera um milagre do missionário, realizado em Lagoa Grande, na Paraíba.

Nasceu e cresceu numa típica família brasileira. Potiguar, morando na Bahia há vinte anos, é médica de formação e pesquisadora da cultura popular. Nos últimos 10 anos abandonou a sua especialidade em cardiologia e ultrassonografia vascular para atuar como médica da família na Bahia e no Rio Grande do Norte, onde passou a recolher histórias e saberes. Nessa jornada publicou cinco livros.”. No final de 2015 passou temporada no Amazonas recolhendo saberes indígenas.
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