Doce de banana

Doce de banana

Do litoral ao sertão, a produção de doce de banana é intensa. Um dos maiores produtores é o distrito de Caatinga do Moura, a 45 km de Jacobina, cidade do centro norte baiano que atraiu bandeirantes paulistas no século XVII por causa de suas minas de ouro. Localizado no alto da Serra do Tombador, o distrito tem como principal atividade econômica a agricultura e a fabricação de doces.

As cerca de 50 fábricas existentes no local garantem a renda dos moradores há mais de um século. O doce de banana é feito de forma artesanal, cozido à lenha e enrolado em palha de bananeira. A produção mensal de doces de banana e de goiaba atinge a cerca de 80 toneladas por mês.

Tão saboroso quanto o doce sertanejo é o produzido na Ilha de Maré, que pertence a Salvador, a 350 km de Jacobina. A ilha, voltada para Paripe, bairro do subúrbio ferroviário da capital, e para Caboto, no município de Candeias. A fama do doce local atraiu a médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda, que mostra como a iguaria é produzida.

 

Nasceu e cresceu numa típica família brasileira. Potiguar, morando na Bahia há vinte anos, é médica de formação e pesquisadora da cultura popular. Nos últimos 10 anos abandonou a sua especialidade em cardiologia e ultrassonografia vascular para atuar como médica da família na Bahia e no Rio Grande do Norte, onde passou a recolher histórias e saberes. Nessa jornada publicou cinco livros.”. No final de 2015 passou temporada no Amazonas recolhendo saberes indígenas.
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