O sorveteiro sergipano

O sorveteiro sergipano

Seu Armando é o único dono de uma máquina de fazer sorvete de massa, em Cedro de São João, no sertão sergipano. Essas máquinas, que foram febre nos anos 1970 em todo o país, estão praticamente extintas.

Sorvete de coco. Foto: Paulo Oliveira
Sorvete de coco. Foto: Paulo Oliveira

Ele conta que comprou o maquinário desativado em Arapiraca (AL). Depois, mandou recuperá-lo, cobrindo-o com capa de alumínio, trocando o motor e encomendando peças quebradas e faltosas em um torneiro mecânico.

A máquina de sorvete virou seu principal rendimento em uma terra onde quase nunca chove.

As garrafas de vidro onde ficava o líquido colorido que se transforma em massa gelada foram substituídas por invólucros plásticos de refrigerante após o vento derrubar uma delas.

“Tenho as originais, mas guardei depois que uma quebrou. Os bocais novos da máquina não as prende muito bem” – conta.

No domingo, dia 4 de fevereiro, Amadeu vendia sorvetes de morango, uva, coco e doce de leite na feira do Cedro. Cobrava R$ 1 pelo copo pequeno. Pelo maiorzinho, R$ 2.

Armando pagou para recuperar a máquina comprada em Arapicara (AL). Foto: Paulo Oliveira
Armando comprou a máquina em Arapicara (AL). Foto: Paulo Oliveira

No dia seguinte, ele seguiria para Aquidabã.

Outra feira, novas viagens de volta à infância e à adolescência.

Jornalista, 55 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
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