Verão sertanejo

Verão sertanejo

O site Meus Sertões visitou quatro balneários no sertão baiano, em Barra, Iaçu e Santa Teresinha, na Bahia, e hoje dá dicas de como aproveitar o verão nestes municípios.

BARRA

Os dois primeiros ficam em Barra do Rio Grande, a 548 quilômetros de Salvador. Ambos ficam às margens do rio Grande, que mais adiante se encontra com o São Francisco.

O Cabeça de Touro é o mais conhecido da cidade. Possui um amplo espaço para a realização de shows de música sertaneja e é mais frequentado por adultos. Ele fica próximo ao ateliê do artesão Gerard, cujas obras são conhecidas em todo o mundo.

Logo a seguir, temos o Balneário Farol da Barra, pertencente ao empresário Darcísio Cruz, o Jacaré. Ideal para famílias, pois tem parquinho para crianças e redes para descanso. Na área de lazer dos adultos há mesa de sinuca e pingue-pongue.

O Farol da Barra se destaca pela culinária, principalmente, os pratos de peixes. Há ainda restaurante self-service. Os telefones de contato são 74 9 8825-1408 e 74 9 9981-1264.

CABEÇA DE TOURO E FAROL DA BARRA

 

IAÇU

O balneário Três Gameleiras é um parque aquático às margens do rio Paraguaçu, em Iaçu. Recebe centenas de visitantes nos finais de semana. Fica localizado a 279 quilômetros de Salvador.

O espaço possui quiosques, banheiros, parque infantil, quadras e campo de futebol (desaconselhável em dias de sol a pino) e vôlei de areia, palco para shows, chuveiros, amplo estacionamento e área para banho. Espaço público, criado pela prefeitura em 1997, passou por reformas há três anos. O acesso é gratuito.

É preciso tomar muito cuidado com o banho de rio, dando prioridade as áreas conhecidas pelos moradores para evitar afogamentos.

TRÊS GAMELEIRAS

 

SANTA TERESINHA

A barragem Casa Forte fica localizada na fazenda do mesmo nome, em Santa Teresinha, a 214 quilômetros por estradas da capital baiana. A propriedade fica parcialmente em área de proteção ambiental.

Do alto da serra avista-se todos os morros da região e o centro do município. Os atuais proprietários são Nildo e Maria, que há cerca de seis anos transformaram o local em área de ecoturismo.

Antes de chegar a barragem, que até 1991/92 foi reservatório de água da cidade e tinha banhos proibidos, passa-se por quiosques que são pontos de encontro de praticantes de mountain bike.

Há também uma cancha de um jogo trazido pelos portugueses no século 16 e até hoje praticado em cidades do interior nordestino: a corrida de argolinhas

Duplas de cavaleiros montados, em velocidade, têm como objetivo retirar argolinhas do tamanho de um anel, presas com barbantes em um poste enfeitado. É preciso ter pontaria. Os pequenos anéis são oferecidos às mulheres ou às pretendentes dos competidores.

No caminho para o local de banho a vegetação é formada por licurizeiros, licuriobas, baraúnas, candeias, gravatás dentre outras árvores e plantas. Próximo à barragem, há o Poço Dois Irmãos, onde estão gravadas na pedra uma pegada e as iniciais RSR. A marca intriga os visitantes, mas ninguém sabe sua origem.

Há duas formas de banho na Casa Forte. O nado cauteloso na barragem ou debaixo da “cachoeira” que se forma quando ela transborda.

Em tempos remotos, índios cariris viviam em ocas no local. Lavadeiras relatam a existência de barulhos de tambor no fim da tarde.

Outra lenda contada pelos moradores é a da cobra de ouro ou cobra encantada, responsável pela constante modificações de tesouros enterrados na região.

A Fazenda Casa Forte possui uma pousada. As diárias para casal, incluindo café da manhã, são R$ 60 em apartamentos simples e R$ 100 nos chamados quartos de luxo, equipado com spliter, tv, frigobar, cama de casal e solteiro. Não há restaurante, mas dona Maria, em alguns casos, pode preparar uma comidinha.

No quiosque da área de lazer, o principal prato são codornas assadas. Contato pode ser feito pelo telefone 74 9 9954-5951

CASA FORTE

Jornalista, 54 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.

3 reflexões sobre “Verão sertanejo”

  1. alberto vianaDisse…
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    esse turismo popular e sertanejo feito pelo povo e para o povo é fantástico. Sugiro incluir a Praia da Peruca com o Poço Azul de quebra no Assentamento Andaraí em Nova Redenção. Parabéns e vamos fazer o tbc acontecer! http://www.turismoporummundomelhor.blogspot.com.br

  2. Paulo Oliveira da SilvaDisse…
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    Vocês gostaram da reportagem?

    1. Albino Oliveira da SilvaDisse…
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      Inacreditável, só MEUS SERTÕES para mostrar esta beleza!!! Ninguém imaginava!!!

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