Castanha de caju torradinha

Castanha de caju torradinha

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Primeira etapa consiste em fazer a fogueira com gravetos e ou palha de coqueiro, jogar querosene e atear foto. Em seguida, a castanha é jogada na chapa e inicia o processo.

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Jucelino Dias, o Fiinho, aprendeu a torrar castanha quando morou em Ilhéus, no sul do Estado. Nascido em Serra Preta, hoje mora em Irará. Ele usa camisas de manga comprida para evitar queimaduras provocadas pelo óleo da castanha que espirra quando as chamas crescem. No final, água para apagar o fogo e evitar que a castanha fique queimada.

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O contato do fogo com o óleo da castanha provoca labaredas.  “O perigo é aí”, diz Fiinho. É preciso ficar atento no fogo e no tempo de cozimento – cerca de três minutos – da castanha. Depois disso, o tacho é virado na areia. Água ou areia são utilizadas para apagar o fogo das castanhas .

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Na primeira tentativa, Fiinho deixou a castanha queimar por pouco tempo. As castanhas da primeira fornada são separadas. As que não estão torradas voltam para o fogo. E o processo recomeça: gravetos, palha e folhas de palmeiras recebem um pouco de querosene para o fogo ser reiniciado.

 

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O MERCADO DA CASTANHA

A temporada da castanha de caju está no fim. No Nordeste, ela dura entre cinco e sete meses. Os pequenos produtores vendem parte do produto e guardam outra parcela para consumo próprio.

Na safra, os atravessadores pagaram R$ 240 por uma saca de 80 litros de castanha crua. Enquanto pagam R$ 3 por litro, os feirantes da área de expansão metropolitana de Feira de Santana, que inclui 16 municípios cobram R$ 20 por litro. Na entressafra, a saca passa a custar até R$ 600.

Já em Salvador, capital do estado, a medida usada é o quilo (igual a um litro vezes a densidade do produto), que está custando R$ 56, no Mercado da Ceasa, no bairro do Rio Vermelho.

Para torrar a castanha de forma artesanal é preciso enfrentar a fumaça sufocante, o calor intenso e tomar cuidados para evitar queimaduras.

O processo de torragem dura em torno de oito minutos, da preparação da fogueira com gravetos e/o palha ou folha de coqueiro. Utiliza-se querosene ou álcool para o fogo pegar. As castanhas ficam no fogo cerca três minuto, tempo de soltar o óleo e ficarem envolvidas em labaredas. A perda do peso com a retirada da casca grossa é de aproximadamente 70%.

Meus Sertões acompanhou o processo de torração artesanal da castanha no sítio Saco do Capim.

Jornalista, 57 anos, traz no sangue a mistura de carioca com português. Em 1998, após trabalhar em alguns dos principais jornais, assessorias e sites do país, foi para o Ceará e descobriu um novo mundo. Há dez anos trabalha na Bahia, mas suas andanças não param. Formou comunicadores populares nas favelas do Rio e treinou jornalistas em Moçambique, na África. Conhece 14 países e quase todos os estados brasileiros. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
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