Mês: novembro 2017

Luta para reconhecer quilombo

Até onde a memória alcança é muito sofrimento e algumas tréguas. Antônio do Carmo, 68 anos – 65 na carteira de identidade e nos outros documentos porque demorou a ser registrado – se emociona, chora e faz longos silêncios ao contar a história de sua família. Quatro gerações forjadas na escravidão, na vida em tocas, na fuga para escapar de perseguições, na fome, na separação de seus irmãos e na disputa de terras. …Ler mais.

As marcas da ferrovia

É muito difícil encontrar um morador de Iaçu que não tenha uma história relacionada com a ferrovia que corta a cidade. André da Caçamba, por exemplo, passou 23 dos seus 60 anos, trabalhando como agente de estação, liberando a saída de trens. Telegrafista, hoje caminhoneiro, mora em uma das casas que eram destinadas aos antigos empregados da Rede Ferroviária. …Ler mais.

Cordas e mosquetões

Itatim passou a ser conhecida como a capital baiana da escalada a partir da realização do 8º Encontro de Escaladores do Nordeste, realizado em outubro de 2009. O primeiro evento foi realizado no Parque Estadual da Pedra da Boca, na cidade de Araruna (PB), em 1999, com o objetivo de aproximar os escaladores nordestinos, permitindo a troca de experiências. O evento itinerante chegou a 16ª edição este ano. …Ler mais.

Quando a caatinga vira carvão

Geraldo (nome fictício), 17 anos, cava uma caieira para produzir carvão vegetal em um povoado baiano. Ele não fica à vontade com a chegada de MEUS SERTÕES. O jovem sabe que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e o Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) proíbem a produção de carvão com lenha retirada da caatinga. A necessidade, porém, fala mais alto. …Ler mais.

Antes da hora

Dizem os escritos sagrados que não cairá um cabelo de nossas cabeças sem o consentimento de Deus. Esta crença extrapola qualquer teologia pelo Brasil, conforme a médica e pesquisadora de cultura popular Helenita Monte de Hollanda constatou em sua pesquisa pelo sertão e litoral do Nordeste. Muita pessoas acreditam que algumas mortes ocorrem antes da hora definida pelo Criador. Diante disso, Helenita foi buscar uma resposta para o que acontece com quem não cumpre o que está escrito.Veja o que ela descobriu. …Ler mais.

Arte quilombola

As mãos das irmãs Selma Teixeira de Araújo, 37 anos, e Silvana Teixeira Brandão, 40, se movimentam numa velocidade espantosa. Em alguns momentos, o ritmo do entrançar da palha chega a ser mais rápido que a fala. As artesãs do povoado de Campo Grande, em Santa Teresinha (BA), têm pressa. Elas precisam confeccionar 60 peças –malas, bolsas, bocapius (sacolas), tapetes e esteiras – que serão enviadas para uma feira em Salvador.

…Ler mais.